quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Vestas fecha fábricas na Inglaterra

A Vestas, um dos principais fornecedores mundiais de componentes para parques eólicos, decidiu encerrar duas fábricas de pás no Reino Unido, levando para o desemprego 425 pessoas, segundo um comunicado hoje divulgado pela Vestas. A empresa, que já forneceu para 'players' portugueses como a EDP e a Enersis, informou hoje os seus colaboradores desta decisão. O encerramento vem na seqüência de um anúncio feito a 28 de Abril de que o grupo iria reduzir a sua capacidade de produção no Norte da Europa.
"Ao mesmo tempo, a Vestas está a investir numa base de produção significativa nos Estados Unidos da América (EUA). A expansão nos EUA criou um substancial excesso de capacidade produtiva no Norte da Europa", explica a fabricante de material eólico. A empresa chegou a exportar parte da produção de pás da fábrica de Isle of Wight para os EUA, procurando na unidade britânica converter o perfil de produção para um produto mais adequado ao mercado nacional, o que a Vestas não conseguiu devido a algumas condições desfavoráveis, em particular a crise de crédito. Durante o processo de decisão de fechamento das duas fábricas inglesas a Vestas conseguiu recolocar 40 colaboradores na sua unidade britânica de investigação e desenvolvimento. Até ao encerramento definitivo, haverá 57 empregados que continuarão a trabalhar nas fábricas.
Com sede na Dinamarca, a Vestas é um dos principais fornecedores de turbinas eólicas do mundo. Uma das últimas aquisições de material feitas pela EDP Renováveis foi com este fabricante. No final de Março a EDP Renováveis anunciou a compra de 76 aerogeradores à Vestas para os seus projectos eólicos na Romênia, a instalar entre este ano e o próximo.

Fonte: Miguel Prado - Jornal de Negócios - Lisboa - 12/08/2009

Um comentário:

  1. A atuação da Vestas no Brasil ainda é pequena. A principal razão é a falta de um mercado que permita real concorrência. Os negócios são muito poucos. Espero que o leilão possa fomentar o desenvolvimento de um mercado. O futuro do Brasil Eólico é abrir fábricas. O 10 + 10 tem que se tornar uma realidade.

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