quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Omega Energia fecha a compra de 270MW em projetos de PCHs da Ecopart

Companhia também criará com a Ecopart uma holding voltada para explorar energia eólica
A Omega Energia fechou acordo para a compra do porfólio de projetos de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) da Ecopart. A carteira, que inclui projetos em diferentes estágios de maturação - desde usinas em fase de estudos iniciais de inventário até aquelas em fase final de licenciamento ambiental - soma 270MW em capacidade instalada. Com a aquisição, a Omega passa a possuir mais de 1.000MW em projetos de pequenas hidrelétricas.
Na mesma transação, Omega e Ecopart fecharam a constituição de uma holding destinada ao desenvolvimento de empreendimentos para a geração de energia eólica. Os projetos já existentes nas carteiras das companhias têm uma capacidade potencial combinada superior a 3.000MW, com projeção de construção de parques nas regiões Sul e Nordeste.
Antonio Augusto Bastos Filho, CEO da Omega Energia, destaca a grande sinergia entre a geração de fontes hidráulica e eólica como uma das razões para o investimento da empresa. Ele acredita que a construção de algumas das usinas eólicas em estudo pode começar já em 2011. "Temos alguns projetos com licença de instalação (LI) no portfólio e estamos trabalhando na estruturação da implantação dessas usinas". Segundo Bastos, os parques poderão ser viabilizados tanto com a venda de energia em leilões do governo quanto para consumidores livres, ainda neste ano.
O CEO da Omega destaca o ingresso da companhia na geração eólica, mas ressalta que o foco vai continuar na geração hidrelétrica. "Além de nosso já extenso portfólio de PCHs em estudo, que cresce com essa aquisição, temos conduzido estudos de viabilidade de centrais hidrelétricas sustentáveis de maior porte, entre 50MW e 200MW que queremos levar a leilão nos próximos anos", revela o executivo.
A Omega, criada em janeiro de 2008 pela Tarpon Investimentos e pela Winbros, recebeu em outubro do ano passado um aporte de R$350 milhões e a entrada de um novo sócio no negócio, o fundo americano Warburg Pincus.
Fonte: Jornal da Energia

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