domingo, 17 de junho de 2012

Chesf já fala em atraso de um ano para ICGs que ligarão parques eólicos ao sistema


Pouquíssimos profissionais(ou nenhum) do mercado acreditavam que  a CHESF entregaria as ICGs com atraso menor que seis meses. De fato há várias obras de diferentes leilões ganhas pelas CHESF em atraso  com as justificativas de sempre porém não há punição.

Nunca foram impedidos de participar de leilão de transmissão ou de ICGs. Continuam participando dos leilões e arrebatando lotes da região nordeste com deságios considerados impossíveis pelos concorrentes que desejam entrar no mercado de transmissão do nordeste. Creditam sempre estes deságios ao porte da transmissora e os ganhos de escala. No entanto, não há vantagem ou ganho para o sistema interligado, o investidor ou o desenvolvimento do país em uma tarifa competitiva quando não se cumprem prazos sempre recorrendo a detalhes de contrato ou problemas de licenciamento.

Ainda que se garantam as receitas dos projetos contratados no leilão de 2009 prejudicados pelo atraso das ICGs ainda resta definir de forma clara o que significa estar preparado para operar. Enfim, o assunto vai longe assim como o atraso da CHESF. Vejam a reportagem de Luciano Costa do Jornal da Energia:

Estatal enfrenta problemas no licenciamento ambiental de projetos; usinas prontas não terão como escoar produção.

As centrais de conexão compartilhada (ICGs) que farão a conexão de parques eólicos no Rio Grande do Norte e na Bahia à rede estão com atrasos devido ao licenciamento ambiental. Com isso, usinas que deveriam entrar em operação em julho deste ano estão sem previsões de quando poderão gerar. A Chesf, que é responsável pela construção das unidades de transmissão, enfrenta problemas no licenciamento ambiental das instalações. O Jornal da Energia apurou que agentes a par do assunto já receberam aviso da estatal de que o atraso deve ser de aproximadamente um ano.

Assim, parte das usinas que venderam energia no primeiro leilão exclusivo para a contratação de eólicas, promovido pelo governo em 2009, deve conseguir agregar a produção ao sistema somente em 2013. Enquanto isso, a Chesf tem se reunido com os responsáveis pelas usinas e com os órgãos ambientais para tentar acelerar o processo.

Apesar do problema para a rede, os investidores, a princípio, não seriam prejudicados,. Uma vez que comprovem que estão preparados para operar, receberão normalmente as receitas a que têm direito. Mas, contrariando a aparente tranquilidade, uma empresa conta que há, sim, prejuízos inesperados com o entrave das ICGs. Uma dessas questões envolve os acordos de operação e manutenção das usinas. "Cuidar de um parque parado é diferente (de um que está funcionando). É (mais) difícil, então tenho que fazer uma nova forma de contrato", explica a fonte.

A Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) estima que 636MW em usinas no Rio Grande do Norte e na Bahia serão afetadas pelo atraso das ICGs. A questão será discutida em breve na Aneel, que abriu processo sobre o assunto e sorteou como relator o diretor Romeu Rufino.

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