01/07/2010
É complementar, e não concorrente
29/06/2010
Alubar instala 3 MW no Pará
Energias alternativas em alta
20/06/2010
EPE cadastra 517 usinas com 15.774 MW para Leilão de Fontes Alternativas
Fonte: EPE (http://www.epe.gov.br/) 18/06/2010 14/05/2010
Leilão de energias renováveis está previsto para 18 de junho
Entram no leilão usinas eólicas, térmicas a biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH)
De um total de 14.529 MW de potência instalada que foi inscrita no leilão, 3.518 MW são oriundas da biomassa de cana-de-açúcar. A grande maioria vem da energia eólica. Foram 399 empreendimentos de energia eólica cadastrados contra apenas 55 de biomassa de cana-de-açúcar.
Segundo fontes do setor, o número de usinas cadastradas pode ser ainda menor que as 55 divulgadas, já que uma mesma usina pode estar inscrita mais de uma vez na EPE. Isto porque existem três produtos em que as térmicas a biomassa podem se inscrever: para entrega de energia em 2011, em 2012 e em 2013. Fontes próximas ao leilão acreditam que um número mais realista de usinas do setor sucroalcooleiro inscritas gira em torno de 40 usinas.
Quase todas estas usinas inscritas estão vinculadas a grupos médios e grandes, de acordo com fontes, empresas que estão capitalizadas e não precisariam contrair novas dívidas para conseguir ampliar sua geração. Por exemplo, a Bunge deve vender energia de seis projetos neste leilão enquanto a ETH deve participar com cinco projetos. Muitas usinas de médio e pequeno porte deixaram de participar porque não encontram financiamentos ou temem se endividar diante do atual cenário econômico, mesmo com a expectativa de que o preço obtido no leilão seja maior que os praticados no mercado atualmente.
Os diretores da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) se encontram amanhã, em Brasília, com o ministro das Minas e Energia, Márcio Zimmerman, e o principal assunto da pauta será a bioeletricidade e uma forma de garantir a participação das usinas de forma efetiva na matriz energética brasileira.
Fonte: Eduardo Magossi, da Agência Estado - 12/05/2010
http://economia.estadao.com.br/noticias/not_18039.htm
16/04/2010
Estudo apresenta novas áreas para implantação de parques eólicos
Locais como o interior de Minas Gerais, da Bahia e de São Paulo surgem como opção
“Os investidores sempre fazem suas próprias medições, mas o atlas é um indicativo que mostra onde eles devem focar”, explica o pesquisador do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), Antônio Leite de Sá. Atualmente, ele trabalha no desenvolvimento de uma nova versão do documento, que trará dados atualizados. No atlas antigo, com medições feitas a alturas de até 50 metros, o potencial brasileiro foi estimado em 143,5GW. Com o desenvolvimento da tecnologia, as torres eólicas ficaram cada vez maiores, o que deixou o mapeamento feito em 2001 defasado.
Na nova versão, as medições serão feitas a 150 metros – e o Cepel não descarta mapear até mesmo alturas de 200 metros. O estudo, que deve ser concluído em até dois anos, mostrará um potencial eólico ainda maior para o País. “Eu trabalho com uma estimativa de 250GW, para ser conservador. Há quem fale em até 300GW”, adianta Antônio. Segundo o pesquisador, a atualização do atlas não somente aumentará numericamente o potencial eólico, mas também apontará novos pontos de atenção para os investidores.
“Em áreas com vegetação mais densa ou terreno mais acidentado, há mais ganhos conforme cresce a altura da medição. Locais como o interior de Minas Gerais, da Bahia e de São Paulo devem ter um grande crescimento”, prevê o engenheiro. No leilão eólico de dezembro, São Paulo e Minas Gerais não tiveram nenhum projeto cadastrado – uma realidade que pode mudar com as novas medições do Cepel.
Os próprios locais de medição, porém, muitas vezes são um ponto de dificuldade para pesquisadores e investidores. A Wobben, fabricante de aerogeradores estabelecida em Sorocaba (SP), implantou parques eólicos no País ainda entre 1998 e 1999, antes da publicação da primeira versão do Atlas. Segundo o gerente geral administrativo da empresa, Fernando Scapol, a tarefa sofreu com transtornos devido principalmente à dificuldade de acesso, à falta de estrutura dos locais medidos – que muitas vezes não tinham sequer energia elétrica – e à depredação. Este problema, aliás, também tem sido detectado pelo Cepel em seus trabalhos. “A maior dificuldade é manter a máquina instalada, enfrentando perigos de vandalismo e roubo dos aparelhos”, aponta Antônio.
De acordo com o pesquisador do Cepel, o novo atlas deverá ser atualizado todos os anos com dados sobre ventos, clima e terrenos. O estudo, entretanto, contemplará apenas o território em terra firme, sem abordar os ventos marítimos – a chamada geração offshore, instalada em alto mar e já bastante difundida na Europa. “É possível que em um segundo estágio façamos algumas medições, podemos realizá-las se houver tempo. Mas ainda não é algo necessário. O Brasil tem ainda muitas áreas onshore a serem exploradas”, conclui Antônio.
Fonte: Luciano Costa - Jornal da Energia - 15 de Abril de 2010