sexta-feira, 14 de maio de 2010

Leilão de energias renováveis está previsto para 18 de junho

Entram no leilão usinas eólicas, térmicas a biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH)

O leilão de energia de reserva de fontes renováveis que o governo federal pretende realizar até o final do semestre deve ocorrer no dia 18 de junho, de acordo com nota técnica divulgada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O leilão é focado em usinas eólicas, térmicas a biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH).

De um total de 14.529 MW de potência instalada que foi inscrita no leilão, 3.518 MW são oriundas da biomassa de cana-de-açúcar. A grande maioria vem da energia eólica. Foram 399 empreendimentos de energia eólica cadastrados contra apenas 55 de biomassa de cana-de-açúcar.

Segundo fontes do setor, o número de usinas cadastradas pode ser ainda menor que as 55 divulgadas, já que uma mesma usina pode estar inscrita mais de uma vez na EPE. Isto porque existem três produtos em que as térmicas a biomassa podem se inscrever: para entrega de energia em 2011, em 2012 e em 2013. Fontes próximas ao leilão acreditam que um número mais realista de usinas do setor sucroalcooleiro inscritas gira em torno de 40 usinas.

Quase todas estas usinas inscritas estão vinculadas a grupos médios e grandes, de acordo com fontes, empresas que estão capitalizadas e não precisariam contrair novas dívidas para conseguir ampliar sua geração. Por exemplo, a Bunge deve vender energia de seis projetos neste leilão enquanto a ETH deve participar com cinco projetos. Muitas usinas de médio e pequeno porte deixaram de participar porque não encontram financiamentos ou temem se endividar diante do atual cenário econômico, mesmo com a expectativa de que o preço obtido no leilão seja maior que os praticados no mercado atualmente.

Os diretores da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) se encontram amanhã, em Brasília, com o ministro das Minas e Energia, Márcio Zimmerman, e o principal assunto da pauta será a bioeletricidade e uma forma de garantir a participação das usinas de forma efetiva na matriz energética brasileira.

Fonte: Eduardo Magossi, da Agência Estado - 12/05/2010

http://economia.estadao.com.br/noticias/not_18039.htm

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