quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Publicado o edital do A-3 de 2014 - Preços melhoraram a ponto de cobrir o incremento de Capex?


Tarifas mais interessantes: R$262/MWh para Solar R$144/MWh para eólica. Veja a notícia publicada no Recharge:


 Leilão: Preços dão sinal positivo
A Aneel aprovou o edital do leilão de reserva, marcado para 31 de outubro, com preços tetos de R$144/MWh ($58,59/MWh) e R$262/MWh para as fontes eólica e solar respectivamente. Os preços foram bem recebidos pelas entidados do setor solar e eólico.
O preço da energia eólica se compara aos R$117/MWh do leilão de reserva do ano passado e aos R$133/MWh do leilão A-3 que aconteceu em junho. O leilão de reserva deste ano tem início de suprimento previsto para 1º de outubro de 2017 e o A-3 deverá ter início do contrato de suprimento para o dia 1º de janeiro de 2017.

Já para a solar, é a primeira vez que o Aneel aprova preços separados em linha com as expectativas do mercado. No leilão A-5 deste ano, por exemplo, o preço para a solar ficou em R$137/MWh, o mesmo preço da fonte eólica.

O preço da energia solar esperado pelos players do setor era de no mínimo R$250/MWh para viabilizar a fonte no Brasil. O setor eólico esperava um preço em torno de R$140/MWh.

Os preços tetos foram bem recebidos pelas associações do setor eólico e solar, a Abeeólica, e a Absolar, que agrega fabricantes de equipamentos solares fotovoltaicos.

No primeiro caso, a presidente executiva da ABEEólica, Élbia Melo, definiu a decisão do governo com "uma volta à racionalidade" depois de preços tetos baixos nos últimos certames. Para ela, este preço possibilita aos desenovedores eólicos competir, recuperando a inflação e cobrindo os riscos de conexão (que são dos empreendores) e das regras mais exigentes em termos de garantias de produção ao longo dos 20 anos de contrato (o chamado P90).

"É um preço bom", disse. "Tem uma diferença razoável".

O leilão de reserva deste ano se destaca por ser o primeiro no qual o governo inclui projetos solares fotovoltaicos com preços diferente e regras que garantem a não competição direta entre as fontes. Segundo a indústria solar nacional, entre 500MW e 1GW devem ser contratados este ano.

"É o primeiro leilão que vai ser um vetor para a efeitiva introdução da energia solar na matriz elétrica brasileria," disse André Pepitone, diretor da Aneel. "Têm sido muito tímidas as experiências de energia solar [distribuída] com apenas 190 projetos em mais de cinco mil municípios. Agora a energia solar entra de maneira concentrada".

Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Absolar, parabenizou o governo pela decisão de atender às expectativas do setor e acredita que este preço garante que haja competição e até um possível desagio no certame.

No entanto, ele enfatizou que, como o setor é incipiente, ainda falta experiência concreta para a fonte no Brasil.

"Os fabricantes começam agora a precificar seus produtos para as condições do mercado nacional, o que vai determinar o apetite dos desenvolvedores", explicou. "O sinal inicial está dado, mas agora o governo precisa sinalizar a continuidade e a contratação de pelo menos 1GW por ano para que se possa desenevolver a cadeia produtiva solar no Brasil".

Ele explicou que 1GW por é o mínimo para que pelo menos dois fabricantes de células e módulos se instalem no Brasil.

O leilão também incluiu a fonte de resíduos sólidos urbanos com um preço teto de R$169/MWh.

Apesar da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ainda necessitar habilitar os projetos, já foram cadastrados 626 projetos eólicos com capacidade total de 15,4GW. Também foram cadastrados 400 projetos solares fotovoltaicos com capacidade total de 10.8GW.

Élbia, da ABEEólica, prevê que serão contratados entre 2GW a 3GW de energia eólica este ano. No A-3, 551MW já foram contratados a um preço médio para fonte eólica de R$129,89/MWh. No final novembro, a fonte terá mais uma chance no leilão A-5.

Segundo o edital, os projetos terão contratos de 20 anos e fica removida a rodada inicial para garantir conexão, como ocorreu no leilão de energia reserva de 2013.

Sobre os preços, o diretor Reive dos Santos disse que eles dão um sinal econômico positivo e prevê sucesso na contratação de todas as fontes.

A Aneel não acatou pleitos da ABEEólica para reduzir o riscos de atrazos de conexão, flexibilidar a burocracia para mudanças de características técnicas e acelerar o enquadramento no sistema de discontos fiscais conhecido como REIDI.

Apesar de não serem atendidos agora, Élbia espera que as sugestões do setor sejam contempladas para os próximos leilões.

Sauaia da Absolar explicou que mantém sua projeção de contratação entre 500MW e 1GW de energia solar no leilão deste ano, mas disse que isso vai depender de uma decisão de governo, já que é um leilão de reserva no qual energia não é contratada pelas distribuídoras para atender seus mercados, como nos outros leilões.

Em um leilão de reserva, a energia é despachada para estabilizar a oferta quando necessário a partir de 2017.

Ambos Élbia e Sauaia concordaram que o governo agora é quem vai ditar o quanto vai ser contratado.

"Eu gosto mais de comemorar no leilão quando a gente sabe o quanto foi contratado", disse Élbia.

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