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05/09/2023

Brazil Windpower 2023 traz a temática da Política Industrial Verde e Novas Tecnologias e Inovação

A 14ª edição do Brazil WindPower, o maior evento de energia eólica da América Latina, acontecerá de forma híbrida de 12 a 14 de setembro no pavilhão da São Paulo Expo, em São Paulo. Este evento é uma realização do Grupo CanalEnergia by Informa Markets, em parceria com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC). Para este ano, o Brazil WindPower se superou, expandindo-se para mais de um pavilhão e três arenas de conteúdo simultâneas. Além disso, contará com a participação de mais de 90 empresas expositoras e aproximadamente 30 patrocinadores.


Uma das novidades desta edição é a Arena Ocean Winds Offshore, que estará dedicada à energia eólica offshore e às novas tecnologias, incluindo o hidrogênio verde. Há uma expectativa positiva em relação ao Brasil aproveitar nos próximos meses os marcos legais para a geração de energia eólica offshore e o hidrogênio verde. No Congresso Nacional, estão em tramitação três projetos de lei que buscam regular a geração de energia eólica offshore, sendo o mais promissor deles o PL 576/2021. Adicionalmente, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já recebeu 74 pedidos de licenciamento ambiental para projetos eólicos offshore, que, juntos, somam uma potência de 183 gigawatts (GW).



Nesta edição, os participantes terão ainda mais oportunidades de aprendizado, com atrações simultâneas em três palcos distintos. No primeiro dia, 12 de setembro, o tema central será "Transição Energética Justa". No dia 13, o evento abordará a "Política Industrial Verde" e, no último dia, o enfoque será em "Novas Tecnologias e Inovação".


Uma outra inovação importante é a introdução do Prêmio Estande Sustentável 2023, que tem o propósito de reconhecer as marcas que apresentarem os estandes mais sustentáveis durante o evento. Para concorrer a esse prêmio, as empresas expositoras precisam preencher um questionário que detalha as práticas sustentáveis implementadas em seus estandes.

O Brazil Windpower conta com patrocínio platina de empresas como Fugro, Goldwind, Schneider Electric, Siemens Gamesa e TEN. Além disso, tem patrocínio ouro de Edp Renewables, Hine, New Wind, Nordex, Statkraft, Vestas e WM; patrocínio prata de Dois A, Grupo Cortez, Senai e Techwind; e patrocínio Bronze de Campos Melo Advogados, Construtora Gaspar Mingyang, Omexom, Onyx Insight, Ramboll, Simm, Tecnogera, Voltalia e Weg. Também há o patrocínio Alumínio de Forte Fixadores, Gel, Hitachi, YMS e SGS.


O Brazil WindPower é um evento essencial para profissionais e entusiastas do setor de energia eólica e renovável no Brasil e na América Latina. Com a inclusão da Arena Ocean Winds Offshore e um foco renovado em questões como transição energética, política industrial verde e inovação, esta edição promete ser particularmente relevante para o futuro da energia eólica no país.

Não perca a oportunidade de participar deste evento que impulsiona a discussão sobre o futuro da energia eólica no Brasil e contribui para a transição para fontes de energia mais sustentáveis.



Brazil Windpower 2023 traz a temática da Política Industrial Verde e Novas Tecnologias e Inovação

A 14ª edição do Brazil WindPower, o maior evento de energia eólica da América Latina, acontecerá de forma híbrida de 12 a 14 de setembro no pavilhão da São Paulo Expo, em São Paulo. Este evento é uma realização do Grupo CanalEnergia by Informa Markets, em parceria com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC). Para este ano, o Brazil WindPower se superou, expandindo-se para mais de um pavilhão e três arenas de conteúdo simultâneas. Além disso, contará com a participação de mais de 90 empresas expositoras e aproximadamente 30 patrocinadores.


Uma das novidades desta edição é a Arena Ocean Winds Offshore, que estará dedicada à energia eólica offshore e às novas tecnologias, incluindo o hidrogênio verde. Há uma expectativa positiva em relação ao Brasil aproveitar nos próximos meses os marcos legais para a geração de energia eólica offshore e o hidrogênio verde. No Congresso Nacional, estão em tramitação três projetos de lei que buscam regular a geração de energia eólica offshore, sendo o mais promissor deles o PL 576/2021. Adicionalmente, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já recebeu 74 pedidos de licenciamento ambiental para projetos eólicos offshore, que, juntos, somam uma potência de 183 gigawatts (GW).



Nesta edição, os participantes terão ainda mais oportunidades de aprendizado, com atrações simultâneas em três palcos distintos. No primeiro dia, 12 de setembro, o tema central será "Transição Energética Justa". No dia 13, o evento abordará a "Política Industrial Verde" e, no último dia, o enfoque será em "Novas Tecnologias e Inovação".


Uma outra inovação importante é a introdução do Prêmio Estande Sustentável 2023, que tem o propósito de reconhecer as marcas que apresentarem os estandes mais sustentáveis durante o evento. Para concorrer a esse prêmio, as empresas expositoras precisam preencher um questionário que detalha as práticas sustentáveis implementadas em seus estandes.

O Brazil Windpower conta com patrocínio platina de empresas como Fugro, Goldwind, Schneider Electric, Siemens Gamesa e TEN. Além disso, tem patrocínio ouro de Edp Renewables, Hine, New Wind, Nordex, Statkraft, Vestas e WM; patrocínio prata de Dois A, Grupo Cortez, Senai e Techwind; e patrocínio Bronze de Campos Melo Advogados, Construtora Gaspar Mingyang, Omexom, Onyx Insight, Ramboll, Simm, Tecnogera, Voltalia e Weg. Também há o patrocínio Alumínio de Forte Fixadores, Gel, Hitachi, YMS e SGS.


O Brazil WindPower é um evento essencial para profissionais e entusiastas do setor de energia eólica e renovável no Brasil e na América Latina. Com a inclusão da Arena Ocean Winds Offshore e um foco renovado em questões como transição energética, política industrial verde e inovação, esta edição promete ser particularmente relevante para o futuro da energia eólica no país.

Não perca a oportunidade de participar deste evento que impulsiona a discussão sobre o futuro da energia eólica no Brasil e contribui para a transição para fontes de energia mais sustentáveis.



21/07/2022

Energia Solar ocupa 3a. posição na matriz energética brasileira, segundo a ABSOLAR


Importante salientar a relevante participação das fontes renováveis na matriz de energia elétrica do país. Entretanto, não se deve deixar de dar relevância à diversidade de fontes a da matriz energética brasileira. Hidrelétricas representam mais da metade da produção de energia do país, o que ressalta a importância desta fonte como reguladora e armazenadora de energia elétrica. 

A terceira posição da energia solar dividida com as termelétricas é sinalização de racionalidade do mercado uma vez que ficam garantidas fontes despacháveis para nossa matriz extremamente interligada e complementar tanto por fontes como regionalmente (diferentes regimes de chuva). 

Por fim ressaltar o crescimento da fonte eólica que alcançou viabilidade financeira de forma mais rápida do que se antecipava e hoje representa 10,8% da produção de energia elétrica do país. A fontes presença ascendente da energia eólica e solar no Brasil reforçam a tendência de crescimento de fontes renováveis em nossa matriz. 

Novas tecnologias de armazenamento tais como hidrogênio verde e  baterias tendem a viabilizar o crescimento sustentável destas fontes notadamente conhecidas por sua intermitência. 

Um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) revelou que os painéis solares já ocupam a 3ª posição na matriz energética brasileira, ficando à frente inclusive das termelétricas, utilizadas durante as secas do governo Bolsonaro para suprir a demanda.

Os dados da Absolar apontam que o país conta atualmente com uma capacidade de produção de 16,41 gigawatts (GW) nas usinas solares fotovoltaicas, levando em consideração a geração centralizada, isto é, projetos de grandes porte e expansão, e projetos de geração distribuída, como aquelas em telhados e fachadas.

Veja a matéria completa elaborada pela da Redação do Yahoo finanças

Estes e outros assuntos serão discutidos na Intersolar South América 2022! Já garantiu seu ingresso grátis? Se não clique aqui.


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06/08/2018

Brazil Windpower 2018 começa amanhã!!

O maior de evento do setor eólico brasileiro começa mais cedo em 2018 devido ao agendamento do leilão de energia nova A-6/2018 para 31/08/2018, semana em que o evento ocorre tradicionalmente.

É hora de aproveitar para rever seus contatos e planejar as ações para os novos projetos a competirem no leilão que se aproxima!

Mais do que sempre o BWP 2018 será fundamental para a discussão dos desafios da energia eólica neste momento de transição do Brasil.

Entre os principais temas a discutir está a mudança do regime de contratação para o A-6/2018. Neste leilão a fonte eólica será contratada por quantidade. O Brazil Windpower é a grande oportunidade para discutir este e outros aspectos relevantes do setor e suas consequências para a análise de riscos e competitividade da fonte eólica nos próximos nanos.

Estaremos lá!! Não perca o Brazil Windpower 2018!

Confira aqui a programação:


23/07/2018

Brazil Windpower ocorre mais cedo em 2018. De 07 a 09 de Agosto!


As mudanças do leilão A-6/2018 não mudaram apenas o cenário de competitividade da fonte eólica em 2018. Devido a data do leilão de energia estar marcada para 31 de agosto, o Brazil Windpower 2018, evento que tradicionalmente ocorreu entre última semana de agosto e o início de setembro nos últimos novo anos, foi antecipado. Desta forma ficou mais adequado a agenda do setor uma vez que esta antecedência permitirá ao setor aproveitar o feita e conferência para se preparar para o leilão.

O Brazil Windpower 2018 será realizado de 7 a 9 de agosto, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro.

O BWP que já era o maior evento de energia eólica da América Latina tornou-se agora mais importante neste momento de transição por que passa a fonte eólica e o próprio modelo institucional do setor elétrico.
Vamos estar lá! Não perca o BWP 2018!

Confira aqui a programação do Congresso. 

Fonte: Brazil Windpower 2018


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25/06/2018

EPE Lembra os 12 anos da energia eólica no Brasil

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicou no dia 19 último a Nota Técnica EPE-DEE-NT-041/2018-r0 denominado PARTICIPAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS EÓLICOS NOS LEILÕES DE ENERGIA DO BRASIL em que apresenta a evolução dos projetos de centrais geradoras eólicas cadastradsos ao longo dos últimos doze anos. 

O documento tem por objetivo observar a evolução dos projetos eólicos ao longo dos 12 anos em estes projetos tem sido habilitados pela EPE desde os primeiros projetos cadastrados em 2007. 

É interessante ressaltar números muito relevantes obtidos ao longo do período (dados extraídos da NT): 
  • Mais de 600 estações anemométricas instaladas para avaliação do recurso eólico;
  • 80% de aumento da média dos diâmetros dos aerogeradores, de 66 m para 119 m;
  • 13.874 cadastros de empreendimentos eólicos em 27 leilões previstos de 2007 a 2018 (até o A-4/2018);
  • Recorde de 954 empreendimentos eólicos cadastrados para um único leilão (A-4/2017), representando uma oferta de 26.046 MW;
  • Mais de 500 parques eólicos implantados, superando 12 GW de potência instalada, colocando o Brasil em 8º no ranking de países com maior capacidade eólica instalada em 2017, de acordo com relatório elaborado pelo GWEC – Global World Energy Council e divulgado pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica);
  • Redução do preço da energia negociada nos leilões, partindo de R$ 242/MWh (atualizado pelo IPCA de janeiro de 2018) no Leilão de Energia de Reserva de 2009, chegando até R$ 68/MWh no Leilão de Energia Nova A-4/2018.
Outros pontos relevantes da NT referem-se aos desafios encontrados no cumprimento do cronograma, custo de investimento e preço da energia.

Embora tenha sido relevante a curva de aprendizagem do setor desde os primeiros MW implantados na época do PROINFA, há de se considerar que os baixíssimos valores obtidos no A-4/2018 também refletem as anomalias causadas pela baixa oferta de energia nos últimos anos, isto é, os projetos que tiveram êxito tem provavelmente caractarísticas combinadas de recurso eólico, custo de infraestrutura e engenharia financeira bastante peculiares a quatro projetos de um mesmo empreendedor que não são comuns a todos os projetos cadastrados na EPE nestes 12 anos. 

Não se pode deixar de ressaltar no entanto que a competitividade tem sido uma qualidade inerente à fonte desde que os primeiros projetos de leilão foram viabilizados em 2009 representada pelos cerca de 600 MWmédios contratados no A-6/2017 abaixo de R$100/MWh. 

Além das questões de preços a nota técnica reúne dados muito relevantes de diferentes aspectos dos projetos eólicos brasileiros tais como prazos de implantação, características do recurso eólico, tecnologia dos aerogeradores e disponibilidade de conexão entre outros. Um documento muito completo que merece nossa recomendação. 

Clique aqui para baixar a NT. 

Fonte: EPE  

22/06/2016

Pesadelo Logístico Brasileiro: Mais um entrave para o crescimento do setor eólico.

Quem dera a notícia relatada por Caio Spechoto e Raphael Hernandes para a Folha de São Paulo fosse um exceção no Brasil. Infelizmente trata-se da regra. Nossas fronteiras eólicas extendem-se pelo sertão da Bahia, Pernambuco, Piauí e ainda pelos estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba. Nestas regiões, não foi uma ou duas vezes que foi necessário construir ou reformar estradas para ter um mínimo de segurança para trafegar com os grandes componentes de um aerogerador. 

E pensar que já se passaram mais de 12 anos desde o início das obras do PROINFA. Já são conhecidas as áreas potenciais há muito tempo. Faltou o planejamento para melhor aproveitar esta fonte de energia tão impressionante. Recomendo a leitura da matéria a seguir: 

Enviar peça para o NE é tão caro quanto para os EUA, diz empresário

O custo para transportar uma pá de turbina eólica construída em São Paulo para o Nordeste brasileiro é o mesmo do que enviar para os EUA, o triplo da distância.

A informação foi apresentada nesta terça (21) por Marcelo Soares, presidente da Tecsis, empresa que exporta pás para produção de energia eólica, durante a abertura do segundo dia do Fórum Economia Limpa, promovido pela Folha e Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade).

A companhia faz suas peças em Sorocaba (SP) e as envia para cidades do interior do Nordeste e para Houston, nos EUA, entre outras localidades.

As más condições de transporte no Brasil e a alta tributação fazem com que o custo da logística fique entre 10% a 15% do preço da peça no país; para os EUA, é de 12%, segundo o presidente da empresa.

Veja a notícia completa na Folha

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17/05/2016

Desinvestimento no setor de energias renováveis? Cemig Discorda.

Cemig descarta desinvestimento na Renova. Empresa, porém, mantém estratégia de vender ativos fora de seu core business.

A situação econômica do país realmente sugere a venda de ativos e desinvestimento estatal. No caso da CEMIG é importante o foco no seu core business, o que faz completo sentido. Os negócios em distribuição de gás e telecomunicações claramente estão fora do histórico da estatal mineira. Interessante notar como os segmentos do Setor Elétrico Brasileiros são complementares. Uma receita perfeita com 1/3 de competição e 2/3 de monopólio natural.

O Setor de Distribuição, altamente regulado, pode ser considerado um negócio de rentabilidade garantida desde que se respeite a regulação do setor. Não consideremos nesta regulação a recente e excessiva interferência do governo em busca de diminuição de tarifas do setor elétrico. Ao focar no atendimento das exigências e padrões de avaliação da ANEEL garante-se que o investimento da Distribuidora também resulte manutenção de um valor adequado do WACC, a taxa de retorno do negócio de distribuição. O segmento de Transmissão opera de forma análoga à distribuição de energia elétrica. A vantagem reside na oportunidade de novas concessões a medida em surge a necessidade de expansão do sistema de transmissão com a inclusão de novas subestações e linhas de transmissão além da receita garantida em função de uma concessão definida (sem crescimento orgânico, isto é, cada concessão de transmissão tem uma infraestrutura e receita definidas e revisadas sempre que houver ampliações). A geração é o setor menos regulado e consequentemente mais o mais competitivo do setor elétrico. E aí reside a necessidade de uma boa estratégia de participação em energias renováveis. Esta estratégia se fundamenta pela crescente participação desta fonte na matriz elétrica brasileira e pela competitividade crescente das fontes eólica e solar.

Aliada à grande experiência da companhia (e do Brasil) em hidroeletricidade, não se vê decisão mais adequada do que a manutenção dos 27% da Renova. Que esta decisão auxilie no sucesso da estratégica da Cemig e que se conserve uma gestão profissional e sem interferência política na companhia. O negócio de energia elétrica é perene e deve ser pensado em termos de décadas ao invés de anos.

Sugiro a leitura da excelente matéria de Wagner Freire para o Canal Energia.

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30/08/2015

Brazil Windpower 2015! Não Perca!

Matéria da Ambiente Energia informa que  energia eolica pode chegar a 3,5% da oferta interna em 2015!
A energia a partir de fonte eólica produzida no Brasil até o final do ano será em torno dw 20TWh, metade da geração futura da Usina de Belo Monte ou o suficiente para o consumo residencial de 30 milhões de habitantes.
Está mais do que na hora de conhecer mais sobre este segmento!

24/08/2015

Bahia já é segundo maior gerador no País de energia a partir dos ventos

A capacidade instalada das 244 usinas eólicas cadastradas na CCEE chegou a 6.211 MW ao final do primeiro semestre de 2015

Vejam a matéria da Tribuna da Bahia

As usinas eólicas brasileiras aumentaram em 114% a produção de energia no primeiro semestre de 2015. De acordo com levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, a geração média nos seis primeiros meses deste ano foi de 1.840 MW médios frente aos 860 MW médios alcançados no mesmo período do ano anterior.

Ranking – Os 10 maiores estados 
geradores de energia eólica
PosiçãoEstadoMW médios

1º
Rio Grande do Norte

650,84

2º
Bahia

406,45

3º
Ceará

362,84

4º
Rio Grande do Sul

287,54

5º
Pernambuco

40,71

6º
Piauí

31,75

7º
Santa Catarina

30,33

8º
Paraíba

13,13

9º
Rio de Janeiro

7,81

10º
Sergipe

6,10

O Rio Grande do Norte segue como principal produtor da fonte no país. No primeiro semestre de 2015, as usinas potiguares registraram 650 MW médios de energia, montante 142,6% maior do que o produzido nos seis primeiros meses do ano passado.

Na sequência, aparece a Bahia, que triplicou sua geração eólica, com 406 MW médios (+297%), o Ceará com 362 MW médios (+48%) e o Rio Grande do Sul com 287 MW médios, aumento de 91% em relação ao montante gerado no mesmo período de 2014.

A geração eólica também ganhou mais representatividade na matriz energética brasileira neste primeiro semestre. No fim de junho do ano passado, a fonte era responsável por 1,4% do total gerado de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN. Atualmente, ela representa 3% de toda a energia produzida.

A capacidade instalada das 244 usinas eólicas cadastradas na CCEE chegou a 6.211 MW ao final do primeiro semestre de 2015. O crescimento é de 60%, em relação ao mesmo período do ano passado, quando a capacidade das 156 instalações em operação era de 3.891 MW.

Os dados consolidados da CCEE apontam que o Rio Grande do Norte com 2.104 MW também segue na liderança em capacidade instalada da fonte, seguido por Ceará (1.301 MW), Rio Grande do Sul (1.300 MW) e Bahia (959 MW).

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01/10/2014

Publicado o edital do A-3 de 2014 - Preços melhoraram a ponto de cobrir o incremento de Capex?


Tarifas mais interessantes: R$262/MWh para Solar e R$144/MWh para eólica. Veja a notícia publicada no Recharge:


 Leilão: Preços dão sinal positivo
A Aneel aprovou o edital do leilão de reserva, marcado para 31 de outubro, com preços tetos de R$144/MWh ($58,59/MWh) e R$262/MWh para as fontes eólica e solar respectivamente. Os preços foram bem recebidos pelas entidados do setor solar e eólico.
O preço da energia eólica se compara aos R$117/MWh do leilão de reserva do ano passado e aos R$133/MWh do leilão A-3 que aconteceu em junho. O leilão de reserva deste ano tem início de suprimento previsto para 1º de outubro de 2017 e o A-3 deverá ter início do contrato de suprimento para o dia 1º de janeiro de 2017.

Já para a solar, é a primeira vez que o Aneel aprova preços separados em linha com as expectativas do mercado. No leilão A-5 deste ano, por exemplo, o preço para a solar ficou em R$137/MWh, o mesmo preço da fonte eólica.

O preço da energia solar esperado pelos players do setor era de no mínimo R$250/MWh para viabilizar a fonte no Brasil. O setor eólico esperava um preço em torno de R$140/MWh.

Os preços tetos foram bem recebidos pelas associações do setor eólico e solar, a Abeeólica, e a Absolar, que agrega fabricantes de equipamentos solares fotovoltaicos.

No primeiro caso, a presidente executiva da ABEEólica, Élbia Melo, definiu a decisão do governo com "uma volta à racionalidade" depois de preços tetos baixos nos últimos certames. Para ela, este preço possibilita aos desenovedores eólicos competir, recuperando a inflação e cobrindo os riscos de conexão (que são dos empreendores) e das regras mais exigentes em termos de garantias de produção ao longo dos 20 anos de contrato (o chamado P90).

"É um preço bom", disse. "Tem uma diferença razoável".

O leilão de reserva deste ano se destaca por ser o primeiro no qual o governo inclui projetos solares fotovoltaicos com preços diferente e regras que garantem a não competição direta entre as fontes. Segundo a indústria solar nacional, entre 500MW e 1GW devem ser contratados este ano.

"É o primeiro leilão que vai ser um vetor para a efeitiva introdução da energia solar na matriz elétrica brasileria," disse André Pepitone, diretor da Aneel. "Têm sido muito tímidas as experiências de energia solar [distribuída] com apenas 190 projetos em mais de cinco mil municípios. Agora a energia solar entra de maneira concentrada".

Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Absolar, parabenizou o governo pela decisão de atender às expectativas do setor e acredita que este preço garante que haja competição e até um possível desagio no certame.

No entanto, ele enfatizou que, como o setor é incipiente, ainda falta experiência concreta para a fonte no Brasil.

"Os fabricantes começam agora a precificar seus produtos para as condições do mercado nacional, o que vai determinar o apetite dos desenvolvedores", explicou. "O sinal inicial está dado, mas agora o governo precisa sinalizar a continuidade e a contratação de pelo menos 1GW por ano para que se possa desenevolver a cadeia produtiva solar no Brasil".

Ele explicou que 1GW por é o mínimo para que pelo menos dois fabricantes de células e módulos se instalem no Brasil.

O leilão também incluiu a fonte de resíduos sólidos urbanos com um preço teto de R$169/MWh.

Apesar da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ainda necessitar habilitar os projetos, já foram cadastrados 626 projetos eólicos com capacidade total de 15,4GW. Também foram cadastrados 400 projetos solares fotovoltaicos com capacidade total de 10.8GW.

Élbia, da ABEEólica, prevê que serão contratados entre 2GW a 3GW de energia eólica este ano. No A-3, 551MW já foram contratados a um preço médio para fonte eólica de R$129,89/MWh. No final novembro, a fonte terá mais uma chance no leilão A-5.

Segundo o edital, os projetos terão contratos de 20 anos e fica removida a rodada inicial para garantir conexão, como ocorreu no leilão de energia reserva de 2013.

Sobre os preços, o diretor Reive dos Santos disse que eles dão um sinal econômico positivo e prevê sucesso na contratação de todas as fontes.

A Aneel não acatou pleitos da ABEEólica para reduzir o riscos de atrazos de conexão, flexibilidar a burocracia para mudanças de características técnicas e acelerar o enquadramento no sistema de discontos fiscais conhecido como REIDI.

Apesar de não serem atendidos agora, Élbia espera que as sugestões do setor sejam contempladas para os próximos leilões.

Sauaia da Absolar explicou que mantém sua projeção de contratação entre 500MW e 1GW de energia solar no leilão deste ano, mas disse que isso vai depender de uma decisão de governo, já que é um leilão de reserva no qual energia não é contratada pelas distribuídoras para atender seus mercados, como nos outros leilões.

Em um leilão de reserva, a energia é despachada para estabilizar a oferta quando necessário a partir de 2017.

Ambos Élbia e Sauaia concordaram que o governo agora é quem vai ditar o quanto vai ser contratado.

"Eu gosto mais de comemorar no leilão quando a gente sabe o quanto foi contratado", disse Élbia.

20/03/2014

É um absurdo, diz Rufino sobre atraso na ICG Ibiapina,da Chesf


Mais um exemplo do problema que persiste e mancha a reputação da fonte na matéria de Wagner Freire para o Jornal da Energia. 

Linha, de responsabilidade da estatal, se quer iniciou as obras de implantação 

Em mais um processo de concatenação de cronograma, o diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Donizete Rufino, demonstrou indignação ao saber que a ICG Ibiapina, no Ceará, sequer iniciou as obras de implantação. "A Chesf nem começou? É um absurdo", disse com surpresa, ao ser informado que a ICG Ibiapina também é uma concessão de responsabilidade da estatal Eletrobras.

Por causa do atraso na ICG, a Aneel se viu obrigada a concatenar o cronograma de operação comercial de cinco centrais eólicas da Energimp, vencedoras do 2º Leilão de Fonstes Alternativas (LFA) em 2010.

Aliás, não é a primeira vez que as eólicas Ventos do Parazinho (30MW-CE), Vento Formoso (30MW-CE), Ventos de Tianguá Norte (30MW-CE), Morro do Chapéu (30MW-CE) e Ventos de Tianguá (30MW-CE) têm suas datas de entrada em operação alteradas. O início de suprimento original era janeiro de 2013. Porém, um atraso no processo de licitação da ICG imputou uma postergação da operação das geradoras para setembro de 2013.

Acontece que, segundo a Aneel, até o momento a linha sequer teve suas obras iniciadas. A expectativa é que a ICG esteja pronta somente no final de fevereiro de 2015. Se o novo cronograma for respeitado, significa que as usinas vão entregar energia 25 meses depois do prazo inicialmente planejado no leilão em 2010.

Para o relator do processo, o diretor da Aneel José Jurhosa, a compatibilização dos prazos é o melhor a se fazer, pois atende ao interesse público na medida em que evita que o consumidor pelos contratos de sem ter a possibilidade de receber energia.

Vale observar que as centrais geradoras também não estão com suas obras concluídas. "No geral, o dano menor talvez seja o da concatenação, dado que mitiga o problema do atraso da ICG. O bem da verdade é que esse é um cenário absolutamente ruim. Todo mundo atrasou, ninguém cumpriu a sua obrigação contratual", desabafou Rufino. "De uma forma mais ou menos acentuada, acaba que o consumidor não tem acesso à energia que ele contratou a um preço mais baixo", completou.

Diante dos fatos, a diretoria da Aneel decidiu por concatenar a entrada em operação das cinco centrais eólicas com a operação da instalação de transmissão. Determinou que no prazo de 60 dias após a disponibilização da ICG os parques estejam em operação comercial. Afastou qualquer penalidade à Energimp. Postergou o pagamento de encargos pelo uso do sistema de transmissão e garantiu a validade do contrato de fornecimento pelo período de 20 anos contados a partir da entrada em operação comercial das geradoras.

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27/02/2014

Alteração de cronograma de eólicas da Renova gera discussão e Aneel adia decisão

Vejam na material de  Wagner Freire para o Jornal da Energia como o problema continua porém com menor divulgação. 

Geradora pedia concatenação de prazos de seis usinas e excludente de responsabilidades

A Renova Energia terá que aguardar mais um tempo para saber se será ou não penalizada pelo atraso na entrada em operação de seis parques eólicos localizados na Bahia. A geradora entrou com um pedido de concatenação dos cronogramas de geração com a transmissão, bem como o afastamento de penalidades regulatórias e contratuais, alegando que o atraso não foi causado por ingerência da empresa. Porém, depois de muita discussão, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Donizete Rufino, pediu vistas do processo que caminhava para atender ao pleito do empreendedor.

"A verdade é que se exclui a responsabilidade de todos e quem paga a conta é o consumidor", disse Rufino, demonstrando certo desconforto com os repetidos pedidos de agentes para concatenar prazo de empreendimentos de geração.

A Renova Energia pediu a concatenação dos cronogramas das eólicas Seraíma (30MW), Tanque (24MW), Ventos do Nordeste (19,5MW), Prata (19,5MW), Araçás (30MW) e Morrão (30MW). Localizadas na Bahia, essas seis usinas foram licitadas no 3º Leilão de Energia de Reserva de 2010 (LER 2010), com o compromisso de entregar energia a partir de 1º de setembro de 2013. Estão prontas, mas sem transmissão para escoar a energia.

De lá para cá, houve atrasos na emissão das outorgas e na celebração do contrato de energia de reserva (CER). Se não bastasse, as usinas tinham como ponto de conexão as subestações Brumado II e Bom Jesus da Lapa II, que foi alterado, a pedido da Renova, para a Subestação Igaporã II. Brumado e Bom Jesus da Lapa ficaram prontas no prazo, mas Igaporã, de responsabilidade da Chesf, sequer foi energizada.

Ricardo de Lima Assaf, diretor jurídico da Renova, argumentou que a alteração não foi uma iniciativa do empreendedor e sim fruto de um acordo entre a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Operador Nacional do Sistema (ONS) e o Ministério de Minas e Energia (MME) para melhorar escoamento da energia naquela região, o que beneficiaria o sistema.

Acontece que essa alteração demorou meses para ser autorizada pelo MME. No caso das eólicas Tanque, Prata e Ventos do Nordeste os processos ainda estão em análise no ministério.

"Só para mencionar quando se propôs a alteração do ponto de conexão, se imagina que ela [SE Igaporã II] estaria disponível em prazo muito inferior ao que veio se confirmar na prática", disse Assaf. "Isso não foi um desejo do investidor para facilitar sua conexão, mas sim um entendimento do ONS, em consonância com a EPE e MME", completou.

A SE Igaporã está prevista para ficar pronta em 28 de fevereiro, segundo os relatórios oficiais. "Isso não vai ocorrer. Nossa expectativa é que isso se materialize em 31 de março", disse o representante da Renova. "Torcemos muito que esta subestação esteja energizada, mas ainda parece um cronograma difícil", completou.

A área técnica da Aneel não aceitou a justificativa para o atraso, argumentando que, embora houvesse de fato uma demora do MME para sinalizar as alterações técnicas, o risco era do empreendedor.

"Dessa forma não deve ser imputada a causa pelo atraso na implantação ao Poder Concedente, visto que os projetos constantes no contrato firmados em 2011 foram substituídos em 2012 com características totalmente diferentes", justificou a Superintendência de Concessões e Autorizações de Geração (SCG). "As alterações no projeto após a outorga são permitidas ao empreendedor. Entretanto, essa busca pelo aperfeiçoamento da usina se dá pela conta e risco do agente", completou.

O entendimento do relator do processo, diretor André Pepitone, é outro. "Acerta a SCG que o risco de operação do projeto pertence ao outorgado. Contudo, o risco por ele enfrentado é implantar o projeto no prazo remanescente ao previsto. Assim, um projeto cuja conclusão se faz em 24 meses, havendo uma redefinição de escopo na metade, tem-se que o agente terá 12 meses. Por outro lado, se os atos do Poder Público comprometerem seis meses da execução do projeto, não será a redefinição que deslocará a responsabilidade atinente ao Poder Público ao empreendedor".

Apesar do entendimento de Pepitone, o diretor preferiu concentrar sua fundamentação nos atrasos que ocorreram na emissão da outorga e na assinatura dos contratos de comercialização, que por si só já daria provimento para que houvesse a concatenação do cronograma, sem penalidades para a Renova.

Diante disso, Pepitone reconheceu a excludente de responsabilidade em 170 dias para EOL Araçá, 185 dias para Seraíma e 200 dias para Morrão. No caso de Prata, Tanque e Ventos do Nordeste foram excluídos mais de 220 dias. Os prazos, porém, vão além da entrada em operação da subestação Igaporã 2, por isso o diretor resolveu concatenar o prazo das geradoras com a transmissão, excluir a penalidades do agente e deslocar o período de suprimento dos contratos.

Tudo parecia sair como a Renova desejava. Contundo, na fase de discussão, os diretores Reive Barros, José Juhrosa e Rufino se mostram desconfortáveis com a frequência que esse tipo de pedido vem surgindo na pauta da Aneel.

"É recorrente essa solicitação de excludente por conta de alteração de características técnicas", questionou Barros. "Está se levando mais tempo para se analisar uma mudança de características técnicas do que muitas vezes implantar um aerogerador. Acho que a gente deve tratar junto com o MME para ver qual é a grande dificuldade que se tem nesse processo.”

"Também tenho essa preocupação na linha do que do doutor Reive colocou", disse Rufino. "Tem ocorrido tantos eventos que corroboram com a ideia de atraso no empreendimento. Só com golpe de sorte que os empreendimentos entram na data. É mudança de característica técnica, atraso na outorga, demora na assinatura de contrato, mudança do ponto de conexão, questões ambientais. Tantas coisas que tem influenciado no cumprimento desses prazos e isso não é absolutamente indiferente. Isso causa um impacto muito grande no momento atual com o nível de PLD que temos", completou o diretor-geral da Aneel.

Rufino lembrou que a não entrega de uma energia comprada no prazo resulta numa exposição da distribuidora ao PLD, que num momento atual está "exageradamente alto".

"Não estou absolutamente convencido de que todos esses aspectos estão tão pacíficos que sejam excludentes de responsabilidade", disse Rufino. "Por exemplo, quem assina o CCEAR? A distribuidora e a CCEE. Então por que demorou? A culpa é da CCEE, que é um agente regulado, ou do empreendedor? Acho que deve ter uma investigação bem exaustiva para ver onde está o problema."

Rufino desabafou: "No que está ao alcance do Poder Público nós temos que resolver. Não é possível que a gente não consiga”. Em outro trecho disse: “Se estamos colocando um prazo que não é realista, estamos nos enganando".

Na fase de votação, durante a reunião que aconteceu nesta terça-feira (25/02), Rufino pediu vistas do processo e adiou a decisão.

02/08/2013

EPE quer leilão de linhões de eólica ainda em 2013

Está demorando demais! Vejam a matéria de Maria Domingues para o Jornal da Energia.

Segundo Tolmasquim, estudos técnicos já foram feitos e encaminhados para o MME

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, afirmou nesta quinta-feira (01/08), em evento realizado em São Paulo, que o primeiro leilão de linhões de transmissão para usinas eólicas pode acontecer ainda em 2013.

De acordo com Tolmasquim, a EPE já enviou para o Ministério de Minas e Energia (MME) todos os estudos técnicos necessários. "Pegamos os cadastros de todas as eólicas que constam na EPE, vimos quais são as regiões de maior demanda, a equipe de transmissão fez estudos para cada área, não para atender 100%, porque não dá para entrar tudo de uma vez, mas quantidade suficiente para entrar no leilão. Já mandamos para o Ministério e agora estou fazendo sugestões para que possamos leiloar ainda neste ano", disse.

Os estudos da EPE abrangem os estados do Nordeste e do Rio Grande do Sul e devem atender prioritariamente as áreas de maior demanda. Tolmasquim garantiu que as estruturas que vão a leilão vão suportar "com folga" a expansão da fonte, estimada em 2GW anuais pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

"O Ministério agora precisa elaborar todos os relatórios, entre eles o ambiental. Feito isto, os relatórios serão enviados para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) licitar", disse.

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03/06/2013

Já estava na hora: Bahia compra briga e vai ao CNPE exigir eólicas no A-5

Era de se esperar uma reação dos estados produtores ao constatar uma guinada enorme do governo desrespeitando seus próprios dados de planejamento de longo prazo. Em função disto toda uma infrarestrutura é preparada, fábricas são atraídas ao Brasil, empresas gastam para atender às regras do BNDES e, de repente, o mercado deixa de existir por uma decisão de poucos. 

É preciso parar com este planejamento de soluços! Em 2008, o Brasil de daqui a 20 anos era térmico, de 2009 a 2012 era eólico e agora, novamente térmico! Desta forma não criamos um mercado para nenhuma fonte. De fato a matéria do Wagner Freire toca em pontos muito discutidos pelos profissionais do mercado. Lembro de ter comentado na última aula do MBA sobre os benefícios não tangíveis que os parques eólicos estão trazendo aos estados do nordeste. Ainda que de forma limitada a chegada da energia eólica tem criado mais infraestrutura e mais renda para regiões miseráveis do nordeste. Quem roda pelo interior da Bahia pode constatar. Se não bastar isto passem na região de João Câmara e Parazinho no RN onde há mais de 1 GW de energia eólica em construção ou início de operação. Se estão esperando ICG é por falhas do modelo que podem ser corrigidas ao invés de simplesmente extinguidas. E o que havia lá antes disto? 

Segue a matéria de Wagner Freire para o Jornal da Energia.

Com o apoio de outros estados, baianos tentarão convencer o governo a mudar regras do leilão para contratação de energia nova

Nos bastidores da política, o Governo da Bahia está se mobilizando para, numa última tentativa, sensibilizar o Ministério de Minas e Energia (MME) sobre a importância de manter a fonte eólica competindo no leilão A-5, que visa uma contratação de energia nova com entrega em cinco anos. O Jornal da Energia apurou que um documento foi encaminhado nesta segunda-feira (04/06) aos membros Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), apontando os potencias impactos (negativos) para o país caso as novas regras de leilão não sejam revistas.

"A ideia é mostrar que a energia eólica é uma política de Estado e não apenas energética; que existem diversos agentes envolvidos nesse cenário", afirmou um interlocutor a par do assunto, que pediu anonimato. "Vamos chamar o MDA (Desenvolvimento Agrário); o MMA (Meio Ambiente), o MDIC (Indústria) e mostrar que esses ministérios serão impactados por essa decisão mal tomada por parte do MME", disse. Outros estados eólicos também se juntaram a esta manifestação.

"Por exemplo, do ponto de vista da regularização fundiária, a Bahia tem mais de 15 mil títulos que foram regularizados por empresas de energia eólica. Pelo menos 75 mil pessoas são beneficiadas. Se cada uma delas tiver um aerogerador em sua propriedade, garante uma renda adicional de R$5 mil por ano. É um volume de renda no semiárido superior a muitos investimentos que são feitos por outras empresas e governos. Além disso, o desenvolvimento da energia eólica no Estado está propiciando R$300 milhões de investimento em infraestrutura viária", destacou a fonte.

Entre as preocupações do governo baiano, está o temor de se "quebrar" a cadeia produtiva da indústria eólica, que vinha se desenvolvendo a passos largos no Brasil. "Você vem de um ano ruim de contratação e sinaliza para um ano pior. A expectativa apenas do leilão de energia de reserva é muito ruim. Ao mesmo tempo, um programa de desenvolvimento da cadeia produtiva diz que até 2015 você tem que implantar tantos segmentos da produção para atender o conteúdo local. Quando você coloca isso, qual a empresa que vai querer investir? Investir num lugar que você não tem mercado?", alertou, referindo-se às novas exigências do programa de financiamento Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Atualmente, a Bahia abriga três montadores de cubos e naceles (Gamesa, Alstom e Acciona) e uma fabricante de torres (Torrebras). Além disso, há investimentos anunciados pela Tecsis, pela Aeris Energy (mas este pode ser interrompido); e mais recentemente da Alstom, que pretende instalar uma fábrica de torres metálicas na Bahia. Considerados outras empresas menores, a cadeia produtiva eólica no Estado passa de uma dezena de empresas. Quanto ao potencial de produção de energia a partir dos ventos, o Estado tem 15 GW em desenvolvimento, sendo que 1,6GW já foi contratato.

“Não está se pedindo a retirada xa restrição da ICG, nem a mudança do P90. Queremos ter apenas condições de competição”, finalizou. 

30/04/2013

Porque não já? EPE estuda expansão da transmissão para leilões futuros.

Supondo que existam no plano de ampliação e reforços da transmissão tenha obras que possam entrar em operação em médio prazo não seria interessante que o leilão de reserva tivesse data de entrada em operação em 2016? Ao invés disto a data de entrada da portaria do MME para o leilão de reserva é setembro de 2015 e só será aceito o horizonte de plaezamento de 2015.

Se as datas pudessem ser casadas não seria possível uma maior competição e consequentemente um ganho para a modicidade tarifária? 

Já que não tenho as repostas deixo-os com as questões e sugiro a metária do Canal Energia no link abaixo:


Antes tarde do que nunca: Chesf alega excesso de obras e desiste de leilão de transmissão


Quem dera tivessem tomado esta decisão antes para se evitar a perda das ICGs. Não me espanta as declarações do diretor da CHESF. Me espantaria sim se estas declarações partissem de um diretor de empresa privada(quase impossível pois estaria demitido antes). 


A Chesf, juntamente com Furnas e a IESUL possuem restrição no leilão por histórico de atraso em empreendimentos

Com cerca de 100 empreendimentos em carteira, que somam quase R$3,5 bilhões - entre investimentos corporativos e em Sociedade de Propósito Específico (SPE) -, a Chesf decidiu que não irá participar do próximo leilão de transmissão, marcado para o dia 10 de maio, conforme contou com exclusividade ao Jornal da Energia o diretor de engenharia e construção da Chesf, José Ailton de Lima.

A Chesf, juntamente com Furnas e a IESUL - Sociedade de Propósito Específico (SPE) constituída por CYMI (50%) e Cteep (50%) – possui restrição da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para participar pelo histórico de atraso na implantação de empreendimentos de transmissão nos últimos três anos. Assim, as três empresas não poderão liderar consórcio no qual detenham cota superior a 49% ou participar sozinhas do leilão.

Segundo enfatizou José Ailton de Lima, a opção por ficar de fora do certame nada tem a ver com a decisão da Aneel. “A restrição não nos incomodou. Isso foi mais uma decisão interna da diretoria da empresa. Primeiro vamos colocar os investimentos que temos contratados em pé para depois partir para os próximos. Nós temos obras demais. Quando tivermos dado conta de uma boa parte desses empreendimentos - e pretendemos fazer isso até o final deste ano - então 2014 vai ser um ano de bons investimentos”, explicou.

Conforme relatório da Aneel, a Chesf conta com 26 autos de infração julgados no âmbito administrativo por atrasos na execução de obras de transmissão, com média de 468,6 dias de atraso das obras. No entanto, sobre esses atrasos, o diretor da Chesf declara que não é nada para se apavorar, e que os cronogramas estão relativamente bem ajustados, com a tendência de que eles sejam cumpridos.

“Às vezes um atraso aqui e outro lá. Às vezes dificuldade com fornecedores, porque está faltando mão de obra qualificada, mas nada apavorante. É mais fazer a gestão no dia a dia desses empreendimentos”, ponderou. Os investimentos em andamento da companhia estão divididos em R$2,1 bilhões para corporativo, e mais R$1,2 bilhão em Sociedades de Propósito Específico (SPE).

Também com restrição, Furnas informou por meio de sua assessoria de imprensa que irá participar do próximo certame de transmissão, mas não comenta detalhes sobre parcerias ou empreendimentos estudados. A empresa pretende manter a sua parcela de mercado de 9% para geração e 19% da transmissão nacional, e está questionando as multas aplicadas pela Aneel nas esferas administrativa e judicial.

De 1º de abril de 2010 a 31 de março de 2013, a empresa recebeu quatro autos de infração da agência reguladora, apresentando a média de 625,3 dias de atraso em seus empreendimentos. De acordo com Furnas, entre as principais causas de atraso no cronograma dos projetos em desenvolvimento, está a demora na obtenção de licenças ambientais, problemas fundiários e atrasos na publicação do Decreto de Utilidade Pública das áreas.

Hoje, a empresa esta implantando com recursos próprios ou em parceria, 32 novas linhas de transmissão que acrescentarão mais de 5 mil km de linhas ao Sistema Interligado Naciona (SIN), além de 19 novas subestações. Nos últimos dois anos, Furnas concluiu e energizou 44 empreendimentos de reforços e melhorias em 20 subestações e 5 linhas de transmissão.

IESUL
A Interligação Elétrica Sul informou, por meio de sua assessoria, que a decisão da agência reguladora não afeta os planos da empresa, já que a que a SPE foi criada em julho de 2008 para construir, operar e manter os empreendimentos do lotes F e I do leilão de transmissão do ano em que foi constituída. Sendo assim, não tem como objetivo participar de novos projetos de expansão.

Os lotes em questão envolvem as subestações Forquilhinha e Scharlau II, bem como as linhas de transmissão Nova Santa Rita – Scharlau (230 kV), Jorge Lacerda B – Siderópolis C3 e Joinville Norte – Curitiba C2. Neste momento, os esforços da companhia estão concentrados na operação e manutenção dos ativos existentes (três quartos das obras licitadas estão em funcionamento), além da entrada em operação da linha de transmissão Joinville Norte – Curitiba prevista para o final de 2013.

Segundo a empresa, entre as principais dificuldades encontradas na implantação das obras, estão as de cunho ambiental, sendo que todas as solicitações foram devidamente atendidas pela Interligação Elétrica Sul dentro das especificidades e dos prazos solicitados pelos órgãos ambientais requerentes.

Leilão
O leilão de transmissão nº 01/2013 será realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 10 de maio, às 10h, na sede da BM&FBovespa, em São Paulo. Serão licitados dez lotes, compostos de 5.017 km em linhas e de subestações com um total de 1.200 MVA de potência.

As novas instalações vão demandar investimentos de aproximadamente R$5,3 bilhões, com geração de 18.356 empregos diretos. O prazo de conclusão das obras será de 22 a 36 meses e os contratos de concessão são de 30 anos.