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14/05/2019

Brazil Windpower 2019 - Nova Data e Local - 28 a 30/05 - São Paulo/SP




O Brazil Windpower comemora sua décima edição em casa nova já no primeiro semestre de 2019. O evento ocorrerá de 28 a 30 de maio de 2019 no Transamerica Expo Center em São Paulo/SP.

A mudança de data e local vem ao encontro das necessidades dos profissionais do setor uma vez que o núcleo de decisões do setor está concentrado na capital paulista.

Para maiores informações segue link do evento: http://www.brazilwindpower.com.br/inscricoes

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06/08/2018

Brazil Windpower 2018 começa amanhã!!

O maior de evento do setor eólico brasileiro começa mais cedo em 2018 devido ao agendamento do leilão de energia nova A-6/2018 para 31/08/2018, semana em que o evento ocorre tradicionalmente.

É hora de aproveitar para rever seus contatos e planejar as ações para os novos projetos a competirem no leilão que se aproxima!

Mais do que sempre o BWP 2018 será fundamental para a discussão dos desafios da energia eólica neste momento de transição do Brasil.

Entre os principais temas a discutir está a mudança do regime de contratação para o A-6/2018. Neste leilão a fonte eólica será contratada por quantidade. O Brazil Windpower é a grande oportunidade para discutir este e outros aspectos relevantes do setor e suas consequências para a análise de riscos e competitividade da fonte eólica nos próximos nanos.

Estaremos lá!! Não perca o Brazil Windpower 2018!

Confira aqui a programação:


01/09/2015

Análise de riscos é fundamental para garantir investimentos em parques eólicos, afirma DEWI

As considerações do Alexandre Pereira refletem uma realidade a que o país é refratário mesmo nos dias de hoje: As fontes de financiamento não oficiais precisam de segurança para investir em qualquer em negócio.

Vejam a matéria do Portal Segs.

Considerado estratégico para a diversificação da matriz elétrica nacional, o mercado de eólica no Brasil, apesar do imenso potencial, é iniciante e precisa compreender melhor riscos e incertezas para garantir investimentos em parques eólicos. A opinião é do Diretor Presidente do DEWI do Brasil, Alexandre Pereira.

"Se o Brasil quer continuar se desenvolvendo a um custo de energia razoável, ele precisa da eólica. É algo inevitável. Este é um mercado promissor, no entanto, é um segmento novo, iniciante, e grandes projetos precisam de referências, precisam ser auditados e certificados com selos de qualidade reconhecidos mundialmente, precisam de garantias para viabilizar um fluxo constante de financiamentos ", explica o executivo do DEWI, uma das principais consultorias internacionais na área de energia eólica.

" A análise de risco é um serviço primordial para o setor. Quanto antes forem avaliados os riscos de cada fase de desenvolvimento do projeto, mais fácil será evitar desvios e minimizar erros, garantindo um bom resultado econômico para os investidores", acrescenta.

Com mais de 25 anos de profunda experiência na indústria eólica, o DEWI, que faz parte da família de empresas UL (Underwriters Laboratories), líder global de certificação nas áreas de segurança e desempenho, participa, de 1 a 3 de setembro, no Rio de Janeiro, do Brazil Windpower, principal evento do setor na América Latina.

"Podemos dizer que estamos presentes nos principais projetos de eólica no Brasil. Somos reconhecidos internacionalmente como uma consultoria independente, sem vínculo com nenhuma empresa. Isso permite que possamos emitir laudos e pareceres para diferentes agentes, como bancos, desenvolvedores de projetos eólicos, concessionárias, investidores, operadores, fabricantes de aerogeradores e componentes, e outras empresas do setor de energia elétrica", explica Pereira.

03/06/2013

Já estava na hora: Bahia compra briga e vai ao CNPE exigir eólicas no A-5

Era de se esperar uma reação dos estados produtores ao constatar uma guinada enorme do governo desrespeitando seus próprios dados de planejamento de longo prazo. Em função disto toda uma infrarestrutura é preparada, fábricas são atraídas ao Brasil, empresas gastam para atender às regras do BNDES e, de repente, o mercado deixa de existir por uma decisão de poucos. 

É preciso parar com este planejamento de soluços! Em 2008, o Brasil de daqui a 20 anos era térmico, de 2009 a 2012 era eólico e agora, novamente térmico! Desta forma não criamos um mercado para nenhuma fonte. De fato a matéria do Wagner Freire toca em pontos muito discutidos pelos profissionais do mercado. Lembro de ter comentado na última aula do MBA sobre os benefícios não tangíveis que os parques eólicos estão trazendo aos estados do nordeste. Ainda que de forma limitada a chegada da energia eólica tem criado mais infraestrutura e mais renda para regiões miseráveis do nordeste. Quem roda pelo interior da Bahia pode constatar. Se não bastar isto passem na região de João Câmara e Parazinho no RN onde há mais de 1 GW de energia eólica em construção ou início de operação. Se estão esperando ICG é por falhas do modelo que podem ser corrigidas ao invés de simplesmente extinguidas. E o que havia lá antes disto? 

Segue a matéria de Wagner Freire para o Jornal da Energia.

Com o apoio de outros estados, baianos tentarão convencer o governo a mudar regras do leilão para contratação de energia nova

Nos bastidores da política, o Governo da Bahia está se mobilizando para, numa última tentativa, sensibilizar o Ministério de Minas e Energia (MME) sobre a importância de manter a fonte eólica competindo no leilão A-5, que visa uma contratação de energia nova com entrega em cinco anos. O Jornal da Energia apurou que um documento foi encaminhado nesta segunda-feira (04/06) aos membros Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), apontando os potencias impactos (negativos) para o país caso as novas regras de leilão não sejam revistas.

"A ideia é mostrar que a energia eólica é uma política de Estado e não apenas energética; que existem diversos agentes envolvidos nesse cenário", afirmou um interlocutor a par do assunto, que pediu anonimato. "Vamos chamar o MDA (Desenvolvimento Agrário); o MMA (Meio Ambiente), o MDIC (Indústria) e mostrar que esses ministérios serão impactados por essa decisão mal tomada por parte do MME", disse. Outros estados eólicos também se juntaram a esta manifestação.

"Por exemplo, do ponto de vista da regularização fundiária, a Bahia tem mais de 15 mil títulos que foram regularizados por empresas de energia eólica. Pelo menos 75 mil pessoas são beneficiadas. Se cada uma delas tiver um aerogerador em sua propriedade, garante uma renda adicional de R$5 mil por ano. É um volume de renda no semiárido superior a muitos investimentos que são feitos por outras empresas e governos. Além disso, o desenvolvimento da energia eólica no Estado está propiciando R$300 milhões de investimento em infraestrutura viária", destacou a fonte.

Entre as preocupações do governo baiano, está o temor de se "quebrar" a cadeia produtiva da indústria eólica, que vinha se desenvolvendo a passos largos no Brasil. "Você vem de um ano ruim de contratação e sinaliza para um ano pior. A expectativa apenas do leilão de energia de reserva é muito ruim. Ao mesmo tempo, um programa de desenvolvimento da cadeia produtiva diz que até 2015 você tem que implantar tantos segmentos da produção para atender o conteúdo local. Quando você coloca isso, qual a empresa que vai querer investir? Investir num lugar que você não tem mercado?", alertou, referindo-se às novas exigências do programa de financiamento Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Atualmente, a Bahia abriga três montadores de cubos e naceles (Gamesa, Alstom e Acciona) e uma fabricante de torres (Torrebras). Além disso, há investimentos anunciados pela Tecsis, pela Aeris Energy (mas este pode ser interrompido); e mais recentemente da Alstom, que pretende instalar uma fábrica de torres metálicas na Bahia. Considerados outras empresas menores, a cadeia produtiva eólica no Estado passa de uma dezena de empresas. Quanto ao potencial de produção de energia a partir dos ventos, o Estado tem 15 GW em desenvolvimento, sendo que 1,6GW já foi contratato.

“Não está se pedindo a retirada xa restrição da ICG, nem a mudança do P90. Queremos ter apenas condições de competição”, finalizou. 

08/08/2012

Projetos eólicos com máquinas que saíram do Finame pagarão financiamento mais caro


Como já avisado antes os maiores prejudicados beste imbróglio são os investidores. São na sua maioria brasileiros que acreditam no Brasil e que investem em nosso país na geração de energia limpa e de baixo impacto ambiental. 

Minha opinião: Política de conteúdo nacional com a deste caso só contribui para formação de cartéis( o do aço e do cimento prosperam no segmento eólico) e justificar aumento dos preços por parte dos fabricantes. Não colabora para a bendita modicidade tarifária. Vejam o que relata Wagner Freire do Jornal da Energia 

BNDES seguirá apoiando usinas, mas diz que juros seguirão IPCA e não TJLP

Os parques eólicos que venderam energia no mercado regulado e tiveram seus fabricantes de equipamentos descredenciados do Finame não ficarão sem o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A garantia é do chefe do departamento de fontes alternativas, Antonio Carlos Tovar. No entanto, os empreendimentos enfrentarão aumento de custos, pois as taxas de financiamento serão baseadas no IPCA e não mais na TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo).

"O banco não pode deixar de financiar um projeto que foi objeto de leilão público, que tem cronograma de entrada em operação com o poder concedente. Para que não exista esse prejuízo, o BNDES vai continuar apoiando esses projetos numa taxa com custo maior, corrigido pelo IPCA", explicou Tovar.

Segundo o diretor, todas as empresas que foram descredenciadas do Finame iniciaram o processo de regularização. Foram retiradas as fabricantes Vestas, Suzlon, Acciona e Clipper por não cumprirem o índice de nacionalização mínimo exigido pelo banco, que é de 60%.

Tovar disse também desconhecer rumores sobre empresas estrangeiras que teriam desistido de entrar no Brasil por causa do imbróglio do BNDES com os projetos eólicos. Além disso, o executivo garante que não há desembolsos parados no banco.

"Os projetos que nós vínhamos apoiando eram com fabricantes que continuam credenciados, então isso não tem nenhum prejuízo do cronograma de liberação. Até porque os projetos que o banco apoiou no ano passado são de fabricantes continuam no cadastro", ressaltou.

Tovar disse ainda que os fabricantes que foram descredenciados podem voltar ao cadastro do Finame a qualquer momento, desde que cumpram o índice de nacionalização mínimo exigido. O executivo do BNDES falou com a imprensa nesta terça-feira (7/8), após participar do 13º Encontro Internacional de Energia, organizado pela Fiesp, em São Paulo.

Planos adiados
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, havia revelado que o governo pretendia aumentar o índice de nacionalização de equipamentos eólicos do BNDES. Mas o resultado da auditoria do banco, que concluiu que os fabricantes não cumpriam os patamares mínimos exigidos, surpreendeu e mudou os planos.

Em conversa com a imprensa, Tolmasquim admitiu que não é mais momento de falar em elevar os índices, mas sim de fazer com que as metas existentes sejam cumpridas. 

(Colaborou Luciano Costa)


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17/07/2012

Impasse com o BNDES atinge 2GW em usinas eólicas, calcula Abeeólica


Se enganam aqueles que imaginam que somente os fabricantes de aerogeradores saem prejudicados pelas restrições do BNDES. Estes podem simplesmente sair do país se entenderem que não há crescimento sustentável neste mercado. 

São os empreendedores os mais prejudicados pela fiscalização falha do BNDES, falta de comprometimento dos fabricantes e política instável dos governos estaduais e do governo federal. Continuam tendo obrigações contratuais a cumprir e terão que absorver os custos adicionais resultantes da desorganização do mercado regulado. Não tenham dúvidas que serão punidos pelos seus atrasos ou inadimplementos mesmo que decorrentes da queda de braço entre o BNDES e fabricantes.

Enquanto isto empresas estatais continuam sem punição pelo não cumprimento de suas obrigações contratuais. Para os estatais, grita nos jornais e esquecimento. Para os privados, perda da concessão e execução de garantias. 



Associação tem conversado com o banco e espera decisão para breve sobre situação de financiamentos

Dos mais de 6,5 GW em parques eólicos contratados nos leilões de energia promovidos pelo governo desde 2009, cerca de 2GW estão com o futuro em suspenso. Os investidores aguardam uma decisão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que suspendeu fabricantes de equipamentos do setor do FIname - que lista máquinas cuja aquisição é financiável. Com isso, as empresas que tocam as obras ainda não sabem se e em que condições terão acesso ao crédito da instituição estatal. Sem esses recursos, com juros abaixo do mercado, muitos empreendimentos podem se tornar até mesmo inviáveis economicamente.

O cálculo sobre o número de usinas atingidas é da presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo. A retirada de fornecedores do Finame aconteceu depois de uma auditoria em que o BNDES teria concluído que alguns deles não cumpriam os índices de nacionalização de componentes exigido. Agora, os projetos que usariam turbinas dessas marcas - como Vestas e Suzlon - estão à espera. “Uma medida que parece penalizar o fabricante na verdade está penalizando os investidores de eólica”, lamenta Elbia.

A executiva ressalta que, além de influenciar os prazos de construção das plantas, a indefinição pode comprometer a viabilidade de algumas delas. E defende um equilíbrio por parte do BNDES na hora de decidir o destino dos financiamentos.

“Achamos que tudo bem que o banco exija esse índice de nacionalização, só que ele não poderia mexer nestas regras enquanto está rolando o jogo", argumenta Elbia. Ela lembra que as empresas estavam cadastradas no Finame na época em que os leilões foram realizados. “Que o BNDES aplique as regras de maneira que ele está querendo, nós apoiamos, mas ele poderia fazer isso para os próximos projetos”, sugere a dirigente.

Desde a auditoria do BNDES, foram promovidas várias reuniões entre o banco, a Abeeólica e representantes do setor - a primeira delas em 25 de junho e a última na sexta-feira (13/7). O encontro mais recente, inclusive, contou com a presença do presidente da instituição financeira, Luciano Coutinho. Elbia diz que desde então as equipes técnicas do BNDES têm analisado o caso internamente. “Tenho a impressão que semana que vem talvez eles abram alguma decisão”.

Cadastro de volta
Contatado pela reportagem, o BNDES, por meio da assessoria de comunicação, confirmou manter o diálogo com o setor. Além disso, a instituição explicou que as empresas podem voltar a ter seus cadastros validados pelo Finame ao comprovarem que estão de acordo com as exigências referentes aos índices de nacionalização.

03/07/2012

BNDES coloca fabricantes eólicos em xeque quanto a índice de nacionalização


O índice de nacionalização exigido para os aerogeradores é tema polêmico. Muitos atribuem a este fato os atrasos do PROINFA. Mesmo com esta lição, manteve-se um certo protecionismo ainda em 2009 nas normativas do primeiro leilão eólico que previam regras para impedir aquisição de turbinas importadas abaixo de 1,5 MW. Que sentido há na exigência de fabricante nacional com base na potência nominal? De fato, não serviu de nada pois todos fabricantes, inclusive os que já tinham fábrica no Brasil, atualizaram sua linhas para equipamentos de maior potência nominal. 

Por outro lado, fabricantes que assumiram compromissos junto a governos federais e estaduais para nacionalizar seus equipamentos e construir plantas industriais no Brasil "empurram com a barriga" o cumprimento destes acordos e protocolos de intenção sob a justificativa de morosidades da máquina pública, dificuldades de licenciamento, etc... e também aguardando que este mercado se consolide ou que surja lá fora um mercado mais interessante. É fato que a burocracia e constante mudança de humores dos órgãos públicos (basta mudar um secretário de estado ou um diretor de órgão ambiental) atrapalham mas há nos fabricantes um certa desconfiança na seriedade do mercado mesmo depois de tantos avanços. .

Confesso que não tenho opinião formada sobre o assunto. No entanto acho que legislação restritiva não atrai investimentos industriais independente do segmento. Acredito que estejam mais interessados em: mercado com crescimento sustentável, segurança jurídica, regras claras e estáveis e insumos locais competitivos. Com a eólica não é diferente. 

Vejam a matéria de Luciano Costa no Jornal da Energia. Em tempo: pesquisei no site do BNDES hoje e a Siemens também está fora da lista do BNDES. Até a semana passada o aerogerador SWT 2.3MW constava na lista. 

Auditoria e suspensão de empresas do Finame deixa setor apreensivo; banco busca solução que não prejudique projetos

Uma grande auditoria levada a cabo pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em cima dos fabricantes de turbinas eólicas que vendem equipamentos no Brasil tem deixado o setor apreensivo. Ao mesmo tempo em que visitou fábricas e usinas para verificar o índice de nacionalização das máquinas, a instituição estatal retirou o nome de algumas empresas do Finame - lista de equipamentos e máquinas cuja aquisição pode ser financiada.

Um agente disse ao Jornal da Energia que sete companhias tiveram o registro suspenso. Em uma busca no site do BNDES nesta terça-feira (3/7), a reportagem encontrou quatro companhias que ficaram sem cadastro: Vestas, Suzlon, Acciona e Clipper. Outras seis estão com a situação normal: GE, Impsa, Gamesa, Alstom, WEG e Wobben.

Para a presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Élbia Melo, tanto fabricantes quanto investidores que constroem usinas ficam "em uma situação complicada" porque, caso o BNDES decida não financiar os empreendimentos que usam máquinas dessas empresas, estes se tornariam inviáveis. "Vai prejudicar não só o fabricante, mas a indústria como um todo. Tem vários parques que já estão em construção, pegaram empréstimo-ponte esperando o BNDES...", explica Élbia.

Segundo a diretora, a Abeeólica tem conversado com o banco para sensibilizá-lo sobre o assunto. "Em nenhum momento a gente contesta a política do BNDES, até apoiamos. Mas, quando essas empresas entraram no leilão, as fabricantes estavam no Finame. Agora não dá para mexer no meio do jogo".

O BNDES tinha uma reunião nesta terça-feira (3/7) para discutir a questão, mas, até o fechamento desta matéria, não havia previsão sobre decisões. Em nota, o banco disse que "está buscando uma solução que permita continuar apoiando os projetos de energia eólica em curso, mas ao mesmo tempo privilegiar os fabricantes que atendam as exigêcias de conteúdo local estabelecidas".

Na Suzlon, que foi uma das que tiveram o cadastro no Finame suspensos, o clima é de surpresa com a decisão. O presidente da empresa, Arthur Lavieri, garante que o índice de nacionalização, de 60%, é cumprido e até ligeiramente ultrapassado pela fabricante indiana.

O executivo conta que recebeu a visita de auditores do banco nas unidades de produção da Suzlon no início de junho e que, até o momento, não recebeu nenuhma resposta sobre o resultado da análise. "Fomos comunicados que, durante todo esse processo, uma série de fabricantes teria seus cadastros suspensos enquanto aguarda-se a decisão".

Pelo relato de Lavieri, a situação na empresa é um misto de "tensão" devido à espera e à falta "absoluta" de comunicados por escrito. E de "tranquilidade" devido aos investimentos feitos no País até o momento. "Temos acalmado nossos clientes. Estamos mostrando que tentamos entrar o mais profundamento possível no País, para não ser simplesmente uma montadora, mesmo com toda dificuldade de encontrar uma cadeia produtiva eólica no Brasil", ressalta.

A Suzlon conta hoje com um centro de produção em Maracanaú, no Ceará, que compreende uma linha de produção de painéis elétricos e montagem de hubs, além de um laboratório de repotenciação de acionamentos e motores. E conta com parceiros locais, como a Aeris, que fabrica pás, e o Grupo Cortez, que produz torres de concreto.

"Entregamos um caderno de mais de 300 páginas de documentos para eles (BNDES) que mostra toda a composição de custo do aerogerador, licenças, CNPJs", resume Lavieri. Segundo ele, a Suzlon tem hoje 340MW para serem entregues - em 14 parques, todos já em obras - e que seriam prejudicados por uma eventual exclusão da empresa do Finame. Além de outros 300MW em negociação. "Isso mexe com o mercado de uma maneira brutal", lamenta o presidente.

A Vestas também foi procurada, mas não se manifestou até o momento.


28/05/2012

Custo de construção de eólicas caiu 45% desde o Proinfa, estima BNDES


Banco também divulga ranking de fornecedores eólicos após primeiros certames com eólicas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estima que o investimento necessário para construir cada MW de um parque de geração de energia eólica no Brasil caiu 45% desde os tempos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). A iniciativa, lançada em 2002 pelo governo federal para contratar as primeiras usinas da fonte no País, tinha um custo médio de R$6 milhões por MW instalado. No leilão A-5 do ano passado, que viabilizou quase 1GW eólico, tal valor ficou em R$3,3 milhões por MW.

Os números aparecem em apresentação feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante evento da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) realizado em São Paulo. Contratadas por tarifas incentivadas, as plantas do Proinfa hoje vendem a geração a cerca de R$309,30 por MWh. O montante é quase três vezes maior que o preço-médio do certame do ano passado, de R$105 por MWh.

O banco do governo estima que somente as melhores condições oferecidas em seus financiamentos para projetos eólicos foram responsáveis por uma redução de 25% nas tarifas. Do outro lado, a queda nos valores dos equipamentos ajudou a baixar o custo geral dos parques.

As usinas contratadas entre 2005 e 2010 já receberam R$1,8 bilhões do BNDES, de um total de R$2,8 bilhões em financiamentos concedidos. Tais projetos somam 1GW e R$5,3 bilhões em investimentos. Em 2011, foram 1,1GW financiados com R$3,4 bilhões, dos quais R$2,2 bilhões já foram liberados. Neste ano, o banco estima aumentar em 30% o ritmo.

Atualmente, entre usinas contratadas em processo de liberação de recursos, plantas em análise, projetos enquadrados e em carta-consulta, o BNDES conta 107 parques eólicos. Os empreendimentos somam R$12,3 bilhões em investimento, sendo que o banco deve financiar R$8,2 bilhões
Mercado

A apresentação do BNDES também aponta que, contabilizando usinas do Proinfa e dos leilões de 2009 e 2010, o mercado para aerogeradores no Brasil acabou liderado pela alemã Wobben, pioneira do setor, com 20% dos contratos, somando 958,6MW instalados. Na segunda colocação, aparece a argentina Impsa, também das primeiras a chegar no País, com 798MW. Em terceiro, vem a indiana Suzlon, com 793MW.

Ainda aparecem na lista a americana GE, com 777MW, a espanhola Gamesa (300MW), os franceses da Alstom (252MW) e a Acciona, também da Espanha (120MW). Com fatia menor aparecem a alemã Siemens (78,2MW) e a chinesa Sinovel (30MW). Há, ainda, 177,6MW, ou 4% do mercado, com contratos ainda não fechados.

Confira o gráfico:


13/03/2012

Preço de turbinas eólicas continua em queda, diz estudo


Bloomberg New Energy Finance faz sondagem que aponta que a própria indústria não espera altas ao menos até 2014
O preço médio dos equipamentos para parques eólicos caiu cerca de 4% no segundo semestre de 2011 devido ao excessso de capacidade da indústria - aliado à entrada de novos competidores, com políticas mais agressivas de custos. A conclusão aparece em levantamento da Bloomberg New Energy Finance, que coletou dados confidenciais de 38 dos maiores compradores de turbinas do mundo.
As informações, que se baseiam em 230 contratos que somam cerca de 10.6GW em potência, apontam que os valores médios para máquinas com entrega em 2013 caíram para 0,91 milhão de euros por MWh. O patamar mais alto de preços alcançado pelo setor foi em 2009, quando o custo era de 1,21 milhão de euros por MW.
O relatório da BNEF diz que a queda acontece em todas as partes do mundo à medida que fornecedores chineses se tornam mais fortes até mesmo em mercados em desenvolvimento, como Brasil, Chile, Equador, Paquistão, Etiópia e Austrália. Pelo levantamento, os produtores e executivos compartilham uma expectativa de continuidade na retração de preços. Eles não esperam recuperação nos valores ao menos até 2014.
"O dano no curto prazo entre os produtores eólicos é agora inegável e inevitável. Mas a retração dos preços é uma boa notícia no lado da demanda, enquanto o vento é mais competitivo que carvão e gás. Aqueles fabricantes que conseguirem alcançar posições importantes em custos estarão em uma posição estratégica quando o mercado entrar em uma próxima fase expansionista, em poucos anos", analisa Michael Liebreich, da BNEF.

23/02/2012

Pioneiras, eólicas do Proinfa geram abaixo do previsto no Nordeste

Enquanto projetos amargam potência efetiva abaixo do estimado, plantas de leilões chegam a gerar acima da garantia física
O parques eólicos implantados por meio do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) na região Nordeste recebem uma tarifa que, atualizada, chega a cerca de R$300 por MWh, mas geram abaixo de suas garantias físicas. Enquanto isso, os primeiros projetos viabilizados por leilões, que já começaram a funcionar no ano passado, apresentam números mais próximos das previsões - chegando a ultrapassar o fator de capacidade declarado em alguns meses.
A conclusão aparece após análise de dados públicos disponibilizados no portal do Operador Nacional do Sistema (ONS), que mensalmente relata o desempenho da geração eólica no País. Dentre as usinas com desempenho listado, destaca-se a eólica Praia do Morgado - que gerou, efetivamente, apenas 51% de sua garantia física em 2011. A planta, inclusive, já havia registrado geração até mesmo um pouco menor em 2010. Já a usina de Praia Formosa contribuiu com apenas 58% de sua garantia física ao longo do ano, desempenho pior que em 2010, quando havia entregado cerca de 74%.
Das 13 usinas acompanhadas pelo ONS na região Nordeste, nenhuma delas conseguiu atingir o fator de capacidade estimado. Ainda assim, os projetos mais recentes, como as usinas de Mangue Seco, no Rio Grande do Norte, que pertence à Petrobras, apresentam números melhores. Com exceção da EOL Mangue Seco 5, que gerou 57% do previsto, as outras cinco plantas do complexo tiveram eficiência de entre 81% e 92%. Em alguns meses, os projetos geraram mais do que a capacidade estimada, devido aos bons ventos.
Na região Sul do País, o complexo de Osório, com 150MW de potência distribuídos em três usinas que estão em operação desde 2006, produziu muito perto de sua garantia. Ao mesmo tempo, as eólicas de Cidreira e Cerro Chato, que passaram a funcionar em 2011, chegaram a apresentar efetividade até maior do que as garantias físicas entre setembro e dezembro.
O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo Simões, minimiza a questão e diz que há algumas imperfeições nos dados, mas garante que a associação está em processo de elaboração de um estudo detalhado sobre o tema. O documento, que em breve será apresentado ao público, é a atualização de dados sobre as usinas de geração a vento que já estão em funcionamento no País.
Para o diretor da Eólica Tecnologia e vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA), Everaldo Feitosa, os dados de avaliação de ventos futuros utilizados na época do Proinfa ainda eram "uma coisa muito incipiente, muito de pesquisa". De lá para cá, as ferramentas estão mais "sofisticadas e com mais precisão para prever o vento". O especialista ainda diz que "isso não ocorreu só no Brasil, mas também em grande parte dos parques na Alemanha e nos Estados Unidos" e com "as grandes empresas do setor".
Mas, como a remuneração do Proinfa é revista a cada ano, de acordo com a geração efetiva das usinas, Feitosa destaca que não há prejuízo para o consumidor. E nem para o sistema, acredita, uma vez que esses empreendimentos representam "uma gota d´água" dentro do Sistema Interligado Nacional (SIN).
O consultor Paulo Ludmer diz que esses dados apresentados pelas eólicas "surpreenderam", mas não acredita que tenha acontecido erro nos projetos. "O homem de negócios não põe a mão no bolso para fazer uma bobagem dessa. O risco é um item importante de cálculo de custo, de retorno de investimento, e não se aumentaria o risco fazendo um projeto meia-boca", analisa.
Para ele, porém, é possível levantar a hipótese de interferência das mudanças climáticas sobre a geração de energia. "Se tiver erro, é da natureza, do imprevisível. Acho que o fator relevante aí é mesmo o vento", aponta. Ludmer afirma que algumas ideias levantadas nos primórdios do Proinfa sobre o conceito de em que momentos há ou não vento não têm se verificado, ficando fora do projetado.
"O mundo não se deu conta de que a mudança climática está em curso. Quanto é culpa da humanidade, quanto é da natureza, é cabível discutir. O que não dá pra discutir é que está havendo comportamentos atípicos. E isso que acontece no vento periga de em breve acontecer com a água", alerta.

19/01/2012

Situação da CEA põe em risco cronograma de eólicas

Por Luciano Costa - Jornal da Energia
Inadimplência da companhia do Amapá, que participou de leilão de 2010, coloca entraves a financiamentos do BNDES para usinas
Os problemas financeiros da CEA, estatal de energia do Amapá que soma dívidas e inadimplência junto ao setor, começa a ameaçar não só seus credores, mas também a expansão da matriz brasileira e outros investidores. Isso porque a situação da companhia impede que ela possa assinar os contratos de compra e venda de energia fechados nos leilões promovidos pelo governo. Em 2010, por exemplo, a estatal comprou 26% da produção futura das usinas que participaram do certame de fontes alternativas. Foram mais de 400MW, sendo 90% de parques eólicos.
A impossibilidade de assinatura dos contratos acontece devido ao fato de a CEA não ter sequer contrato de concessão, uma vez que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pediu a caducidade da autorização da companhia ainda em 2007. A empresa também não é agente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), pois faz parte dos sistemas isolados. "A CEA é inadimplente no setor. Ainda que ela assinasse um contrato, o BNDES não aceitaria. O banco considera qualquer coisa que a empresa assinar como um crédito podre", explica Élbia Melo, presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).
A entidade que reúne os investidores na geração a partir dos ventos tem acompanhado atentamente a questão. Os parques do leilão de 2010 precisam iniciar a operação em janeiro de 2013 e, como os empreendedores acabaram travados no BNDES, há o risco de atraso. "O contrato é um recebível para o empreendedor, e ele leva isso no BNDES para conseguir o empréstimo. Aí o BNDES não liberou esses recursos referentes ao montante da CEA, que é uma quantia razoável. Isso vai reduzir a quantidade de dinheiro que as empresas podem pegar no banco", detalha Élbia.
Parte dos empreendedores tem conseguido se virar com recursos próprios, aportes de fundos ou até mesmo empréstimos-ponte. Mas algumas companhias ainda estão à espera dos recursos do banco, o que compromete os cronogramas. A executiva da Abeeólica lembra que o parque de Cerro Chato (90MW), da Eletrosul, o primeiro viabilizado em leilão a gerar, levou cerca de um ano e meio para ficar pronto.
Para resolver o assunto, a Abeeólica teve reuniões com Aneel e Ministério de Minas e Energia. Élbia admite que "houve falha" do governo e da agência em não perceber antes que a entrada da CEA nos certames poderia causar problemas. Mas diz que uma solução está próxima. A ideia seria desclassificar a CEA da licitação de 2010 devido à inadimplência. Com isso, os contratos da empresa seriam distribuídos entre as demais concessionárias. "O processo está dessa forma e a decisão vai ser tomada em uma reunião de diretoria, esperamos que ainda neste mês. Já está nas mãos do relator, o diretor Julião Coelho".
O presidente da CEA, José Ramalho, garantiu na semana passada, em conversa com o Jornal da Energia, que a empresa passou a honrar seus compromissos, o que poderia dar maior tranquilidade aos novos credores. Para Élbia Melo, "o problema estrutural da CEA tem que ser resolvido, o que leva tempo", mas é preciso preservar o mercado. "As empresas tinham que ter pego o dinheiro do BNDES no ano passado para fazer os parques. As usinas precisam operar em janeiro (de 2013) e nem sequer conseguiram os empréstimos", lamenta.
O Ministério de Minas e Energia afirma, por meio da assessoria de imprensa, que "a responsabilidade sobre os leilões é da Aneel". A pasta, porém, se preocupa com o problema e enviou, em 27 de dezembro, uma carta em que pede que o órgão regulador resolva a questão o quanto antes.

05/10/2010

Por maior retorno, eólica busca equipamento chinês

Preocupado com a queda cada vez maior do preço final do megawatt nos leilões de energia eólica, Otávio Silveira, presidente da Galvão Energia, pretende pesquisar na China equipamentos necessários para suas usinas.
A empresa, que arrematou a concessão de quatro usinas de geração de energia eólica a serem implantadas no Rio Grande do Norte, no mês passado, tem de investir R$ 1,5 bilhão em equipamentos, segundo Silveira.
"Na China, o valor da compra cairia de 15% a 20%, mas seria R$ 1,5 bilhão que poderia estar investido no Brasil e vai para fora, gerando emprego para chineses", diz.
"Diferentemente de americanos e europeus, não trazem a fábrica para o Brasil. O emprego fica lá e eles vendem com uma solução de financiamento acoplada", afirma Silveira.
"Ficamos entre pensar no país e na sobrevivência da empresa."
A Galvão Energia vendeu cada MW pouco acima dos R$ 134,50, dentro do preço médio atingido no primeiro leilão de 26 de agosto, o LFA (Leilão de Fontes Alternativas), enquanto as empresas que participaram do segundo leilão ocorrido no mesmo dia, o LER (Leilão de Energia de Reserva), venderam a mesma energia por cerca de R$ 122,00 em média.
A queda de quase 10% sobre os preços médios do primeiro leilão- que já representaram um patamar inferior ao leilão feito em 2009 e à expectativa do mercado- provocada pela forte concorrência no setor, começa a inviabilizar empreendimentos.
"Não acreditamos que esse preço vá se sustentar, mas, como empreendedores, não podemos esperar", afirma.
"O governo produz tanta competição na geração de energia eólica que isso começa a comprometer a saúde do setor"
"Com 2.000 MW por ano comercializados pelas empresas, R$ 6 bilhões em equipamentos podem deixar de ser comprados no Brasil"
OTÁVIO SILVEIRA
presidente da Galvão Energia

11/08/2010

BNDES amplia prazo para financiamento de energias alternativas

O BNDES melhorou suas condições de financiamento a projetos de energias alternativas. O Banco ampliou de 14 anos para 16 anos o prazo máximo de amortização de financiamentos para projetos de energia eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

Com a mudança, as condições de financiamento desses empreendimentos — prioritários para o Banco — ficam equiparadas às oferecidas a usinas hidrelétricas entre 30 MW e 1.000 MW.

Esse esforço de alongamento do prazo está em linha com um dos pilares da política energética, de diversificar a matriz elevando gradualmente a inserção das fontes alternativas (que têm menor impacto ambiental e mais rápido prazo de implantação) no Sistema Integrado Nacional (SIN).

A medida poderá produzir efeitos diretos sobre os preços a serem ofertados nos leilões de fontes alternativas de energia — eólica, biomassa e PCH (abaixo de 30 MW) — que ocorrerão nos próximos dias 25 e 26 de agosto. Isso porque o financiamento é contabilizado como se fosse um item de custo de implantação de uma usina.

Assim, as condições de financiamento vão influir na competitividade do empreendimento, que, por sua vez, repercutirá no preço que poderá ser ofertado no leilão. Dessa forma, melhores condições de financiamento podem significar menor tarifa final. Eventual ganho nesse sentido será absorvido pelo consumidor.

Além dos impactos diretos, o apoio do BNDES a energias alternativas vem possibilitando a instalação de novos fabricantes de equipamentos e componentes no Brasil. Tal fato contribui para a redução do custo de investimento e, consequentemente, para ganhos de competitividade dos projetos, com reflexos diretos na modicidade tarifária.

Fonte: BNDES – 09/08/2010

01/07/2010

Aneel define TUSDg

A Aneel estabeleceu, na última terça-feira (29/6), as Tarifas de Uso do Sistema de Distribuição (TUSDg) aplicáveis a centrais geradoras conectadas nos níveis de tensão de 88 kV a 138 kV, pertencentes ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A tarifa é referente ao período 2010/2011, com início hoje (1/7) e término no dia 30 de junho de 2011. A resolução homologatória 1.023/2010 com os dois anexos contendo os valores de referência foi publicada nesta quinta-feira (1/7), no Diário Oficial da União.
O dispositivo estabelece que a TUSDg a ser homologada na data contratual de revisão ou reajuste tarifário da distribuidora acessada deverá ter como base a tarifa de referência atualizada pelo IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), acumulado a partir do dia 1° de junho deste ano. Até a nova homologação, permanecerá vigente a última TUSDg homologada.
Novas centrais geradoras deverão ter como referência, provisoriamente, as TUSDg apuradas com base na média das tarifas das centrais geradoras existentes por distribuidora. Até a homologação da nova tarifa, que acontece no ciclo subseqüente de revisão tarifária, também deve permanecer vigente a última TUSDg homologada.

06/11/2009

GE instala fábrica de aerogeradores no Brasil

Não tenho por hábito citar fabricantes ou empresas no blog, mas achei relevante esta notícia pelo simbolismo da GE no mercado de energia. Se eles estão apostando na energia eólica brasileira é por que sabem que a expoloração desta fonte é uma realidade de longo prazo. Muito relevante também o fato de os equipamentos terem índice de nacionalização superior a 60% o que torna possível o financiamento via BNDES.

Compartilho da opinião do Marcelo Prado de que o mercado pode ter competitividade no mercado livre a médio e longo prazo. Mas uma razão para seguir no caminho do vento. Já é uma sinalização de que os custos de implantação terão que acompanhar a queda de tarifa que viabilize a participação no mercado livre.

Segue o link para a matéria completa feita por Milton Leal para o Jornal da Energia em 04/11/2009:

http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=1911&id_tipo=2&id_secao=15&id_pai=0&titulo_info=GE%20instala%20f%E1brica%20de%20aerogeradores%20no%20Brasil%20e%20visa%2030%25%20do%20mercado

28/09/2009

Custos da Energia Eólica x Modicidade Tarifária x Desoneração Tributária

Para entender melhor as questões relacionadas à modicidade tarifária e os custos da energia eólica no Brasil recomendo a leitura do artigo dos Srs. Guilherme de A. Dantas e André Luis da Silva Leite, do Gesel-UFRJ, publicado no Canal Energia de 25/09/2009. Nele os ilustres acadêmicos ponderam vários fatores que impactam no custo da energia eólica no Brasil e no mundo e seu impacto sobre o aspecto mais relevante na visão do governo e das agências reguladoras nacionais: a Modicidade Tarifária. Em minha opinião o artigo permite concluir pela necessidade de clara de desoneração da cadeia tributária e evitar a qualquer custo políticas que representem reserva de mercado. No entanto, diante da possibilidade de perda de receita tributária, a tentação da reserva de mercado parece um atalho fácil para o governo. A experiência mostra que o caminho não por aí. A indústria nacional sobreviverá e será competitiva quando tiver condições iguais de concorrência. Costumo dizer que o maior concorrente que enfrentamos todos os dias é o risco de inviabilidade dos projetos. A desoneração tributária e o incentivo a competitividade do mercado ajuda a combater este concorrente que ameaça à indústria como um todo. Abaixo o link para a matéria do Canal Energia: http://www.canalenergia.com.br/zpublisher/materias/Newsletter.asp?id=73924

05/08/2009

Eólica Gargaú firma seguro acima dos R$ 140 milhões com Allianz

Seguradora conquistou apólice de riscos de engenharia e responsabilidade civil da usina, que tem previsão de entrada em operação em 2010
A seguradora Allianz é a responsável pela apólice de riscos de engenharia e responsabilidade civil da usina eólica Gargaú, que está em construção em São Francisco de Itabapoana, no norte do Estado do Rio de Janeiro. A companhia concedeu ainda seguro perda de lucro esperado, que garante a receita da venda de energia, em caso de ocorrência de danos físicos que possam impactar no início da operação da usina. Segundo a Allianz, o valor em risco é de mais de R$ 140 milhões.
A transação foi efetuada com a assessoria técnica da AD Corretora de Seguros Ltda. Com previsão de entrada em operação em 2010, o empreendimento pertence ao grupo da Ecopart Investimentos S.A., cujos acionistas são Ecoinvest e Taelinvest que é o fundo de private equity do Grupo Ouroinvest. A usina contará com 28,05 MW de capacidade instalada, distribuídas em 17 aerogeradores. A eólica Gargaú está prevista no Programa de Incentivos às Fontes Alternativas de Energia Elétrica.
Fonte: Agência Canal Energia, Negócios 04/08/2009