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06/02/2024

Nova Fábrica em Cascavel irá produzir Prédios de forma automatizada.

Os projetos extremamente sustentáveis incluem a instalação de carports com geração de energia através da fonte solar fotovoltaica. 

A primeira fábrica automatizada de prédios do Brasil será inaugurada em Cascavel, Paraná, no dia 23 de fevereiro. Este projeto inovador, que recebeu um investimento de R$ 200 milhões, promete revolucionar a construção civil e contribuir para a redução do déficit habitacional brasileiro. 

A fábrica, equipada com tecnologia da empresa alemã Vollert, está localizada em uma área de 180 mil m² e já está em operação. Até dezembro de 2024, a fábrica operará com 9.5% de sua capacidade, entregando três prédios com um total de 360 apartamentos. A partir de 2026, a fábrica funcionará a pleno vapor, entregando 3.953 apartamentos por ano. Além disso, estão previstas mais 20 fábricas em outros estados até 2030. 

O projeto Ecoparque Bairros Integrados S.A. inclui creches, escolas, unidades de saúde e postos policiais, proporcionando qualidade de vida, excelência na educação e aumento de renda das famílias. A fábrica produzirá apartamentos de alto padrão que serão vendidos prontos para morar. 

Além disso, os projetos preveem a a instalação de carports solares, estruturas de estacionamento equipadas com painéis solares que geram eletricidade a partir da energia solar. Esses carports não só protegem os veículos do sol e da chuva, mas também produzem energia limpa e renovável, contribuindo para a sustentabilidade do projeto.

Créditos: 

Mirian Gasparin

Portal Solar

Alerta Paraná (imagem)

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#EnergiaRenovável #Sustentabilidade #ConstruçãoCivil #Habitação #DeficitHabitacional #Inovação #Tecnologia #EnergiaSolar #CarportSolar

05/09/2023

Brazil Windpower 2023 traz a temática da Política Industrial Verde e Novas Tecnologias e Inovação

A 14ª edição do Brazil WindPower, o maior evento de energia eólica da América Latina, acontecerá de forma híbrida de 12 a 14 de setembro no pavilhão da São Paulo Expo, em São Paulo. Este evento é uma realização do Grupo CanalEnergia by Informa Markets, em parceria com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC). Para este ano, o Brazil WindPower se superou, expandindo-se para mais de um pavilhão e três arenas de conteúdo simultâneas. Além disso, contará com a participação de mais de 90 empresas expositoras e aproximadamente 30 patrocinadores.


Uma das novidades desta edição é a Arena Ocean Winds Offshore, que estará dedicada à energia eólica offshore e às novas tecnologias, incluindo o hidrogênio verde. Há uma expectativa positiva em relação ao Brasil aproveitar nos próximos meses os marcos legais para a geração de energia eólica offshore e o hidrogênio verde. No Congresso Nacional, estão em tramitação três projetos de lei que buscam regular a geração de energia eólica offshore, sendo o mais promissor deles o PL 576/2021. Adicionalmente, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já recebeu 74 pedidos de licenciamento ambiental para projetos eólicos offshore, que, juntos, somam uma potência de 183 gigawatts (GW).



Nesta edição, os participantes terão ainda mais oportunidades de aprendizado, com atrações simultâneas em três palcos distintos. No primeiro dia, 12 de setembro, o tema central será "Transição Energética Justa". No dia 13, o evento abordará a "Política Industrial Verde" e, no último dia, o enfoque será em "Novas Tecnologias e Inovação".


Uma outra inovação importante é a introdução do Prêmio Estande Sustentável 2023, que tem o propósito de reconhecer as marcas que apresentarem os estandes mais sustentáveis durante o evento. Para concorrer a esse prêmio, as empresas expositoras precisam preencher um questionário que detalha as práticas sustentáveis implementadas em seus estandes.

O Brazil Windpower conta com patrocínio platina de empresas como Fugro, Goldwind, Schneider Electric, Siemens Gamesa e TEN. Além disso, tem patrocínio ouro de Edp Renewables, Hine, New Wind, Nordex, Statkraft, Vestas e WM; patrocínio prata de Dois A, Grupo Cortez, Senai e Techwind; e patrocínio Bronze de Campos Melo Advogados, Construtora Gaspar Mingyang, Omexom, Onyx Insight, Ramboll, Simm, Tecnogera, Voltalia e Weg. Também há o patrocínio Alumínio de Forte Fixadores, Gel, Hitachi, YMS e SGS.


O Brazil WindPower é um evento essencial para profissionais e entusiastas do setor de energia eólica e renovável no Brasil e na América Latina. Com a inclusão da Arena Ocean Winds Offshore e um foco renovado em questões como transição energética, política industrial verde e inovação, esta edição promete ser particularmente relevante para o futuro da energia eólica no país.

Não perca a oportunidade de participar deste evento que impulsiona a discussão sobre o futuro da energia eólica no Brasil e contribui para a transição para fontes de energia mais sustentáveis.



18/08/2023

Ampliando Horizontes na Intersolar South America 2023! Oportunidades do Setor continuam em alta!

Imagem: Intersolar

Preparando-se para o evento mais aguardado do ano no cenário de energia solar do Brasil? 

A Intersolar South America 2023 está a poucos dias de iniciar uma jornada emocionante e iluminadora. De 29 a 31 de agosto de 2023, o Expo Center Norte em São Paulo será o epicentro do conhecimento solar, onde mentes brilhantes e inovadoras se reunirão para explorar os avanços mais recentes na indústria da energia solar fotovoltaica.

Com um foco inabalável na fotovoltaica e nas tecnologias que impulsionam a produção de energia solar, bem como no armazenamento de energia e nas tecnologias solares térmicas, a Intersolar South America será o ponto de encontro para profissionais, pesquisadores e entusiastas do setor. Este é o lugar onde as visões se transformam em realidade e onde as discussões moldam o futuro sustentável que todos nós buscamos. 

O Brasil, impulsionado por uma visão comprometida com a sustentabilidade, está testemunhando um espetacular crescimento no campo da energia solar fotovoltaica. Em 2022, a energia solar iluminou 6,9% da matriz energética brasileira, enquanto os ventos eólicos sopraram a participação de 10,9%. 


Isso não é tudo! A energia solar ultrapassou incríveis 15 GW de capacidade instalada até abril de 2022, adicionando uma impressionante contribuição de 5 GW apenas no último ano. Dos impressionantes 15 GigaWatts, 10 são provenientes de sistemas de geração distribuída, enquanto 5 GigaWatts provêm de usinas solares fotovoltaicas em grande escala. 

O setor de energia solar está em constante evolução e, na Intersolar South America 2023, as Redes do Eólica & Solar Brasil estarão no front da cobertura, trazendo a você as últimas atualizações e descobertas desse mundo emocionante.  Não perca a chance de mergulhar nas tendências mais quentes, nas inovações mais intrigantes e nas parcerias que estão moldando o cenário da energia solar no Brasil e além. Siga o blog e esteja pronto para uma dose repleta de conhecimento solar direto da Intersolar South America 2023!

É montar seu roteiro de visitas, preparar suas perguntas mais provocadoras e se juntar à comunidade solar mais apaixonada e engajada na Intersolar South America 2023. Vamos fazer história juntos, à medida que a energia solar se torna o coração pulsante de um futuro mais brilhante e sustentável. 


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16/08/2023

Após Privatização, COPEL deve reforçar seu foco em energias renováveis

Imagem: Copel

A Copel alcançou um marco significativo em sua história no segmento de energia elétrica. Após um processo de 38 semanas desde a apresentação do projeto de lei em novembro, a empresa agora é majoritariamente composta por capital privado. A precificação das ações em R$8,25 e um desempenho notável de 5,7% desde o lançamento das ações trouxe demanda de investidores locais e internacionais confiantes no futuro da empresa.

Nessa nova fase, a Copel está se concentrando em eficiência operacional, alocação de capital e renovação de usinas, com o objetivo de impulsionar a inovação e a sustentabilidade. A venda da Usina Elétrica a Gás de Araucária, embora desafiadora devido a mudanças recentes, está sendo avaliada e a decisão será tomada em breve.

Com um olhar voltado para o futuro, a Copel tem planos de expandir suas atividades no setor de energias renováveis. Recentemente, em Outubro de 2022, a companhia adquiriu por cerca de R$ 1,8 bilhões os Complexos Eólicos Aventura e Santa Rosa e Mundo Novo. Os parques eólicos localizados no estado do Rio Grande do Norte foram objeto de um intenso trabalho conjunto com envolvimento de  diversas áreas da COPEL GT com apoio de grandes empresas do setor financeiro e de energia eólica tais como XP Investiment Banking,  Elementos Brasil, Camargo-Schubert, PSR entre outras. 

Imagem: Elementos

Apesar dos desafios, a empresa está otimista em relação ao desinvestimento da unidade de gás e ao direcionamento de recursos para energias renováveis. A companhia Paranaense também reafirmou seu compromisso em manter os acionistas informados, seguindo sua política de transparência, ao definir a discussão sobre os dividendos de 2023 para uma reunião em setembro.

Imagem: Elementos

Confira mais detalhes no Canal Energia e Exame

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23/10/2016

Aerogeradores para tufões: do desastre natural à energia do futuro

Vejam a matéria de Antonio Hermosín

Tóquio, 22 out (EFE).- Os tufões causam estragos no Japão e em outros países do Oceano Pacífico todos os anos, mas a descomunal força desses fenômenos também pode fornecer a energia do futuro na região graças a um aerogerador experimental japonês.

É com esse objetivo que trabalha o engenheiro Atsushi Shimizu e sua empresa inovadora Challenergy, que desenvolveu um protótipo de turbina eólica adaptada aos ventos gerados pelos devastadores fenômenos meteorológicos.

Foram registrados 20 tufões ou ciclones tropicais no Oceano Pacífico neste ano. Um só deles desencadeia a energia suficiente para fornecer eletricidade ao Japão durante 50 anos.

"São os recursos energéticos mais promissores do país", explicou Hikaru Miyazaki, porta-voz da Challenergy, que vê nos tufões a solução para os problemas de autoabastecimento energético do Japão após o blecaute nuclear posterior à crise de Fukushima.

Um estudo do Ministério do Meio Ambiente japonês situa a capacidade de geração de energia eólica do país em 1,9 bilhão de gigawatts anuais, mas seu aproveitamento é complicado devido à acidentada geografia japonesa, às condições meteorológicas e ao traçado das redes elétricas, entre outras barreiras.

Challenergy desenvolve há cinco anos um gerador capaz de funcionar em condições extremas e de se ajustar a mudanças de velocidade e direção do vento, por isso adaptou o projeto ao Efeito Magnus.

Neste fenômeno físico, a rotação de um objeto afeta sua trajetória através do ar ou outros fluidos, o que pode ser observado pela maneira como uma bola de futebol desvia ao ser chutada com força e de modo que gire sobre seu eixo.

A turbina experimental tem um eixo sobre o qual há uma roda com três cilindros giratórios independentes que transformam a energia cinética do vento em eletricidade, dispositivos mais versáteis e resistentes que as hélices instaladas nos aerogeradores convencionais.

"A inovação do nosso projeto é seu eixo vertical, que proporciona uma grande vantagem em relação aos moinhos eólicos, cujas hélices se rompem com facilidade no Japão pela passagem de tufões", explicou Miyazaki, que também destacou outras vantagens como o menor barulho e pouco impacto sobre as aves.

O protótipo foi testado com sucesso na ilha de Okinawa (sudoeste do arquipélago japonês) com ventos de 36 km/h, onde foi capaz de gerar 1 quilowatt (kW) de eletricidade.

O desafio agora é fazer com que o aparelho continue gerando eletricidade de forma estável em circunstâncias como as registradas na própria Okinawa no início de outubro devido à passagem do supertufão Chaba, que causou ventos de até 270 km/h.

A empresa deve comercializar o aerogerador em 2020, com uma capacidade de 10 quilowatts, e para isso conta com a ajuda de um fundo público-privado japonês e de um incentivo estatal, além de ter iniciado uma campanha de financiamento coletivo na internet.

O produto a ser vendido é um pequeno gerador capaz de fornecer eletricidade de emergência a uma região afetada pelos frequentes blecautes causados por tufões, segundo Miyazaki, que pretende criar uma turbina "muito maior" no futuro e com capacidade para transformar a energia em hidrogênio, em vez de eletricidade.

O projeto nasceu após o acidente atômico de Fukushima causado pelo terremoto e pelo tsunami de 11 de março de 2011. À época, o Japão precisou reduzir o consumo elétrico e substituir a nuclear por outras fontes de energia, principalmente pelas fósseis.

"O Japão tinha que deixar para trás sua dependência da energia nuclear", disse Miyazaki, que acrescentou que apesar da "postura pública de apoio às empresas de energias renováveis", continua sem haver uma aposta clara do setor privado neste caminho.

O governo japonês se propôs a aumentar a proporção de eletricidade gerada mediante energias renováveis dos atuais 3% para 15% até 2030.

No caso da energia eólica, o avanço também foi limitado no Japão devido à complexidade dos procedimentos burocráticos e por causa dos estudos de impacto necessários para a construção de novas instalações.

Este tipo de energia fornece atualmente 0,5% da demanda elétrica total, longe dos níveis de países como Alemanha (9,6%), Estados Unidos (4,4%) e China (2,8%).


19/04/2013

Coluna Miriam Leitão - Turma do Puxadinho


Miriam Leitão tem dessas. Volta e meia escreve justamente o que todos queriam dizer. 
Vejam a matéria do O Globo

Em bases diárias, o governo anuncia um puxadinho, uma gambiarra, um jeitinho para arrumar alguma distorção criada por ele mesmo. A novidade agora é que todas as geradoras, mesmo as mais limpas, como solar e eólica, ou pequenas, como as PCHs, vão ter que pagar o custo do uso das térmicas, que usam energia fóssil. E essas térmicas ficarão ligadas durante todo o ano.

O governo baixou o preço da energia num evento político-eleitoreiro com direito a declaração em cadeia nacional de TV dirigida pelo marqueteiro de campanha. A presidente, na ocasião, acusou os que mostravam a contradição da medida como sendo "a turma do contra". E reduziu o preço justamente quando o produto estava em falta, numa tentativa de revogação da lei da oferta e da procura.

Mas a redução do preço da energia começou a correr risco de ser anulada exatamente pelo uso das termelétricas a óleo diesel, óleo combustível, carvão e gás, para complementar a de fonte hídrica. Elas são mais caras e elevariam o preço da energia, que acabara de ser reduzida.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) baixou uma resolução determinando que o custo dessa energia mais cara seja rateada entre todos os agentes do mercado, via Encargo de Serviço do Sistema (ESS). Isso inclui os geradores, sejam de que fonte forem, que pagarão, pelo cálculo das empresas, metade do custo da geração termelétrica de origem fóssil. É uma contradição econômica e ambiental.

O uso das térmicas impediu que houvesse apagão porque o país entrou no período das chuvas com água abaixo do nível de segurança nos reservatórios. Mesmo tendo sido um verão chuvoso — e inclusive no final de março e começo de abril choveu acima da média — os reservatórios permanecem com um nível bem abaixo do que nos últimos dez anos. Os do Sudeste estavam, ontem, 60% cheios, mesmo com o uso das térmicas. Em março do ano passado, estavam 78% cheios.

Para enfrentar isso é preciso aumentar o investimento em geração, mas esse novo item de custo faz com que as empresas tenham mais uma fonte de incerteza quando forem calcular o preço da energia. Sempre que forem despachadas as térmicas, o custo extra terá que ser pago por todas as geradoras. A ideia de proteger o consumidor do aumento do preço terá vida curta. No longo prazo, as empresas vão repassar isso na conta de luz.

A queda do preço da energia foi anunciada com dois objetivos. O mais óbvio: eleitoral. O segundo, uma forma de reduzir a inflação. Os dois objetivos poderiam não ser atingidos se o custo real de produzir a energia térmica durante todo o ano de 2013 — que é a previsão, pelo baixo nível dos reservatórios — fosse transferido para o consumidor. A questão é quanto custa o artificialismo econômico? O Brasil fez um enorme trabalho em reduzir subsídios cruzados exatamente para tornar mais transparente os custos e os preços. Agora, faz o oposto. E pior: energia limpa terá que sustentar energia suja.

O relatório anual da Abeeólica sobre 2012 diz que a geração eólica economizou R$ 1,6 bilhão em Encargos por Razão de Segurança Energética. Só em dezembro, foram R$ 500 milhões. Com os parques eólicos em funcionamento, foi possível usar menos as usinas térmicas. Ainda assim, agora eles pagarão parte da conta.

As associações de empresas do setor já contrataram advogado para entrar na Justiça contra essa resolução que cria um custo não contabilizado para as empresas. Inclusive as empresas geradoras que não estavam com seus contratos vencendo e não entraram em conflito com o governo na última alteração de regras, pela MP 579, estão hoje decididas a lutar contra a resolução nº 3 do Conselho Nacional de Política Energética.

Um empresário do setor disse que ele considera que isso é um "confisco de receita" e não entende como pode acontecer através de uma portaria de um órgão cujo nome é "conselho". Tudo isso, claro, aumenta o risco regulatório.

Diariamente, o governo cria uma regra aqui para consertar uma coisa que ele mesmo desalinhou. Foi assim com o preço da energia.


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22/01/2013

Energy Report PSR: SEGURANÇA DE SUPRIMENTO: O ESTRUTURAL E O CONJUNTURAL

Tive acesso ao relatório muito esclarecedor publicado pela PSR Consultoria. A contribuição da PSR para o entendimento do setor é historicamente bem recebida pela maioria dos profissionais. 

O relatório compara o comportamento da redução quantidade de energia armazenada total ao longo do ano de 2012 com o comportamento em outros anos. Busca, através de diversas hipóteses, entender porque o sistema partiu da melhor condição de armazenamento dos últimos 16 anos (em janeiro) para a pior condição desde a véspera do racionamento de 2001-2002. 

As conclusões do relatório nos levam a triste constatação de que faltam ainda muitos passos ao nosso país para superar as debilidades estruturais e conjunturais para gerar mais credibilidade nas medidas para garantir a segurança de suprimento nos próximos anos. Ademais o relatório permite concluir com máxima certeza que a culpa não é de São Pedro!

Deixo as demais conclusões para os senhores. O relatório completo pode ser baixado no link a seguir: 

Boa leitura!

01/11/2012

Vá entender: Confiante, WEG quer aumentar presença no setor eólico


Quem acompanha as notícias do segmento sinceramente não entende qual é a estratégia da WEG para o segmento de energia eólica. Vejam a matéria de Wagner Freire para o Jornal da Energia. Pesquisem WEG no blog e verão como as notícias são conflitantes. 

Empresa apresentou lucro de R$194,7 milhões no terceiro trimestre, alta de 32,1% frente aos resultados de 2011

A catarinense WEG reafirmou nesta quinta-feira (25/10) suas perspectivas para o setor de equipamentos eólicos. Segundo o diretor de Relações com Investidores da companhia, Laurence Beltrão Gomes, o contrato firmado em setembro deste ano, que prevê o fornecimento de turbinas eólicas no montante de 90MW, é apenas o primeiro passo da empresa no setor.

De acordo com o diretor, esse primeiro contrato mostra que a empresa conseguiu desenvolver produtos interessantes para esse mercado, de alta tecnologia e fabricados localmente. "Esse contrato nos dá uma oportunidade de crescimento gradual, aumentando a nossa presença no mercado nos próximos anos", disse, em teleconferência.

Nesta quarta-feira (24/10), a WEG divulgou o resultado do terceiro trimestre do ano, apresentando um lucro líquido de R$194,7 milhões, alta de 32,1% se comparado com o desempenho apresentado em igual período no ano passado. E embora esteja engatinhando no setor eólico, a empresa é especialista na fabricação de motores elétricos, geradores, transformadores e subestações de energia elétrica.

Para 2013, segundo Gomes, a companhia projeta um desempenho semelhante ao deste ano. Ele destacou que “as condições de mercado continuam desafiadoras”, mas que a WEG vem mantendo sua política de aumentar sua competitividade. “Todo nosso trabalho é em aumentar a competitividade em relação aos nossos concorrentes de mercado.”

O gerente de Relações com Investidores da empresa, Luís Fernando Oliveira, lembrou que a política econômica adotada pela presidente Dilma Rousseff - de controlar o câmbio, diminuir as taxas de jutos, entre outras medidas adotadas pelo governo - impactam diretamente na indústria e em seus clientes. "Todos esses fatores contribuirão para aumentar a demanda no ano que vem. Os empresários precisam ter confiança e continuar investindo", observou.

Para atender o contrato de 90MW eólicos, a WEG possui uma unidade fabril de nacelles em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, com capacidade de produzir 65 nacelles por ano. Em 2014, serão 108 e, em 2015, 130 máquinas. Entre elas, um modelo novo, que deve começar a ser disponibilizado em 2014. Essa turbina terá 2,3MW, contra os 1,65MW das máquinas atualmente produzidas.

Gomes explicou que, como esse contrato de fornecimento é para atender um parque do Nordeste que vendeu energia em 2011, com início de suprimento em 2016 - os equipamentos serão entregues ao longo dos próximos anos.


22/08/2012

Saiba o que está incluído na sua conta de energia elétrica.

Vejam o interessante matéria e comentário de Miriam Leitão.


Baixar a conta de luz é ótima frente de competitividade

Na conta de luz existem vários penduricalhos: siglas que representam subsídios e tarifas para financiar os mais diversos programas. Isso torna a conta de luz mais cara para famílias e empresas. Tira a competitividade da economia. E o que é pior: é feito de um jeito que o consumidor não tem acesso às informações, não sabe nem que está pagando.

No total, são nove siglas federais que aumentam o preço da conta de luz no pais. Fora os encargos estaduais. Uma delas é a RGR (Reserva Global de Reversão), que existe desde 1957 para financiar a universalização do acesso à energia. Arrecadou quase R$ 2 bilhões no ano passado e tem R$ 16 bilhões em caixa, ou seja, dinheiro que não foi usado. Foi prorrogado no último dia do governo Lula para existir por mais 25 anos e deve tirar R$ 40 bi da economia nesse período. 

(...)


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10/08/2012

Energia Eólica em Curitiba!!!



Calma... A revisão do atlas eólico ainda não veio mas já tem gente querendo entregar aerogeradores aqui. Alguém poderia me sugerir como estas pás foram parar na esquina da Mario Tourinho com a Eng. Serafim Voloschen??

Preparem-se pois vai virar rotina em muitas cidades do Brasil! 


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25/01/2012

Para consultoria, armazenamento de energia será viável antes do que se esperava

Bloomberg New Energy Finance diz que tecnologia ajudará a viabilizar fontes limpas e trará avanços no gerenciamento da carga 
Um estudo da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) divulgado nesta terça-feira (24/1) conclui que a tecnologia de armazenar energia pode estar mais próxima de se tornar viável do que se imaginava. A aposta se baseia em uma expectativa de queda nos preços de baterias nos próximos anos e no avanço do desenvolvimento de técnicas e equipamentos. 
A estocagem de eletricidade seria importante para ajudar na integração à rede de fontes intermitentes, como parques eólicos e placas solares, além de reduzir os custos para atender picos de demanda. Para a consultoria, a rápida retração nos preços da tecnologia, aliada a um suporte regulatório adequado, criaria uma oportunidade significativa para o uso desses sistemas. 
O estudo aponta que armazenamento de energia já é viável no Reino Unido para alguns nichos de agentes, principalmente para aliviar gargalos em transmissão e distribuição. A penetração dessa técnica em escala mais substancial, porém, pode acontecer em um horizonte de cinco anos. 
A reserva para uso rápido deve ser mais comum até 2014, enquanto o estoque para operação por períodos curtos pode ser viável em 2017. Já o uso da estocagem por consumidores para administrar os custos com energia pode ser economicamente vantajoso logo em 2013 para players de grande porte - e em 2016 para agentes menores. 
O que anima os especialistas é principalmente a queda no preço de baterias de íon de lítio, estimulada pelo desenvolvimento dos carros elétricos. “O custo das baterias utilizadas nesses veículos vai cair e essa tecnologia vai ser diretamente transferível para o a rede elétrica”, diz o relatório da BNEF. Hoje, um projeto em escala para baterias de lítio na rede custaria mais de US$1.000 por KWh, enquanto a previsão é de que em 2015 esse preço seja de US$600 por KWh. 
Em 2020, pela análise da consultoria, sistemas de armazenamento poderão ser utilizados em larga escala no Reino Unido por meio dos sistemas de transmissão e distribuição, dentro de parques eólicos e solares ou até nas próprias instalações dos consumidores. 
A adoção dessa tecnologia, porém, depende em nível crítico de políticas de apoio - a regulação de hoje no Reino Unido chega a até mesmo proibir as empresas de transmissão e distribuição de utilizá-la, mesmo quando há benefício para o sistema. 
Shu Sun, analisa da Bloomberg, afirma que a armazenagem poderia permitir à rede ter um percentual muito maior da geração atrelado a fontes renováveis e ajudar grandes consumidores a evitar a compra de energia nos momentos em que ela é mais cara. Sun ainda vê fundos de apoio à economia de baixo carbono e incentivos à inovação como potenciais financiadores de projetos nesse sentido.

27/06/2011

1 GIGAWATT



Divulgo aqui vídeo com a bela iniciativa da Abeeólica para celebrar a marca de 1 Gigawatt de energia eólica instalado no Brasil. Esta marca foi alcançada por ocasião da entrada em operação do parque eólico Elebrás Cidreira (70 MW) em Tramandaí-RS. Já superada a marca, os próximos parques a entrar em operação serão so de Bom Jardim e Água Doce localizados no estado de Santa Catarina.
Conforme dados da Aneel, O Brasil tem hoje 1.006 MW eólicos com autorização para gerar energia, o que representa 0,87% da capacidade total instalada no país (115 GW). Para o próximo leilão A-3 já estão cadastrados 429 projetos eólicos equivalentes a 10,9 GW.

Além do vídeo outras informações podem ser encontradas em: http://1gigawatt.org.br

Com informações da Abeeólica, Aneel e Portal Energia Hoje.

24/01/2011

Grupo lança selo de energia eólica para produtos

Etiqueta vai diferenciar empresas que usam energia dos ventos na produção das mercadorias 
O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira (18/1), durante encontro em Abu Dabhi, o lançamento do selo WindMade - criado para identificar produtos fabricados com o uso de energia eólica. A medida é resultado de uma parceria entre a entidade, a organização ambientalista WWF, a fornecedora de aerogeradores Vestas e outras empresas. 
A etiqueta é a primeria iniciativa global nesse sentido e tem como objetivo oferecer ao consumidor o poder de escolha por um produto ambientalmente sustentável. O secretário geral do GWC, Steve Sawyer, afirma que a ideia é atender a uma demanda dos próprios consumidores que queiram fazer algo contra a mudança climática. 
De acordo com um comunicado emitido após o lançamento, os promotores da iniciativa realizaram uma pesquisa de mercado antes de tornar realidade o selo. Os resultados teriam apontado que 92% dos entrevistados acreditam que as fontes renováveis de energia são uma boa solução para reduzir os efeitos da mudança climática. Segundo os responsáveis pela WindMade, a maioria também garantiu que, caso pudesse escolher, daria preferência a produtos feitos com energia eólica, "mesmo que custem um pouco mais".  
"Queremos construir uma ponte para a energia limpa entre os consumidores e as empresas responsáveis e dar ao consumidor a opção de escolher produtos mais sustentáveis", explica o presidente da Vestas, Ditlev Engel. O executivo ainda diz que espera que mais companhias se juntem à iniciativa. 
Segundo os promotores da etiqueta, um grupo técnico de especialistas está elaborando o que será o proceesso de certificação para se obter o selo. A iniciativa será apresentada com mais detalhes em uma reunião durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, em junho.

11/01/2011

Vale a pena relembrar!

O potencial eólico brasileiro pode superar 300 GW segundo novos estudos com alturas acima de 50 metros. Os leilões de energia de 2009 e 2010 mostraram que a energia eólica tem condições de competir em igualdade de condições com outras fontes e assim garantir a modicidade tarifária no Brasil.
Porém deixando de lado as questões políticas e econômicas devemos lembrar que a energia elétrica a partir de fonte eólica é uma solução eficaz para conter o aquecimento global. Vale a pena rever o vídeo do link abaixo:
Energia Eólica - Cinco razões para agira agora: 
1. A Energia eólica é limpa, sua viabilidade está comprovada e está disponível em quase toda o planeta; 
2. A energia eólica faz parte do mix de energia de 70 países; 
3. Centrais de Geração a partir de Energia eólica podem ser implantadas em larga escala em uma questão de meses; 
4. A energia eólica evitará a emissão 10 bilhões de toneladas de CO2 (ou mais, só depende de nós!!!) até 2020; 
5. Precisamos desenvolver a tecnologia eólica como forma de contribuir no esforço para evitar as mudanças climáticas. 
A energia eólica é uma realidade... passe isto adiante! Nossos líderes devem conhecer estes fatos. devemos agir agora. 

Tradução livre (salvo comentários em negrito)

09/01/2011

Estudo afirma que União Europeia cumprirá meta de 20% de renováveis até 2020

Estudo afirma que União Europeia cumprirá meta de 20% de renováveis até 2020 Energia eólica deve ultrapassar hidrelétrica na região e passar a responder por 14% da demanda
A meta proposta pela União Europeia para reduzir as emissões de carbono - que compreende chegar a 2020 com ao menos 20% de sua energia gerada por fontes renováveis - será cumprida e até mesmo ultrapassada. A previsão consta de estudo da Associação Europeia de Energia Eólica (EWEA, na sigla em inglês), que analisou os planos de ação para a área entregues pelos 27 países membros do bloco à Comissão Europeia. 
Os cálculos da EWEA apontam para uma Europa que, em 2020, atenderá 34% de sua demanda por eletricidade através de fontes renováveis. O destaque fica por conta da energia eólica, que deve liderar os investimentos e ajudar o continente a cumprir seus objetivos. Ao confrontar os planos de cada país, a associação chega à conclusão de que os ventos vão gerar 14% de toda a energia elétrica consumida na Europa em 2020 - 494TWh, vindos de parques que somarão 213GW em capacidade instalada. 
Dos 14% da carga europeia que deverão ser produzidos pelas turbinas eólicas, 10% devem sair de aerogeradores instalados em terra firme, enquanto 4% virão de usinas offshore - construídas em alto mar. Com essa participação na matriz, o vento ultrapassaria a hidreletricidade, que seria responsável, em 2020, por 10,5% da demanda. Em seguida aparecem a geração a biomassa (6,6%), a solar fotovoltaica (2,4%), a solar concentrada (CPS, com 0,5%), a geotérmica (0,3%) e geração a partir do mar (0,1%). 
Ao analisar os projetos individuais dos países, a EWEA afirma que 15 deles planejam ultrapassar as metas estabelecidas, enquanto 10 afirmam que conseguirão cumprir o compromisso. Apenas Luxemburgo e Itália disseram à Comissão Europeia que dificilmante atingirão o objetivo. 
"É muito animador que 25 dos 27 países da União Europeia pretendam exceder ou chegar à meta. Isso mostra que a vasta maioria das nações claramente entendeu os benefícios de implantar tecnologias em energia, particularmente em geração eólica", comenta Justin Wilkes, diretor de políticas da EWEA. 
Fonte: Luciano Costa do Jornal da Energia

09/09/2010

Enercon apresenta navio com motores movidos a energia eólica

Apesar da junção entre barcos e ventos não ser uma ideia propriamente nova – afinal, o vento foi o elemento principal para levar as caravelas portuguesas aos sete cantos do mundo -, a especialista mundial em energia eólica Enercon GmbH conseguiu inovar. A empresa desenvolveu o primeiro navio de carga do mundo com os motores movidos parcialmente a energia eólica. Durante a sua viagem inaugural, que teve início em Emden (Alemanha), o E-Ship 1 passou pelo Porto de Leixões e prosseguiu a sua rota de demonstração. De acordo com a empresa, os principais motivos para o desenvolvimento desta tecnologia relacionam-se com «o aumento da eficiência energética no envio das turbinas eólicas da marca para o estrangeiro, mas também com a demonstração das vantagens da tecnologia de turbinas eólicas da Enercon numa área de aplicação distinta». Em termos técnicos, o navio foi especialmente desenhado para reduzir, entre 30 e 40 por cento, as emissões de CO2 e o consumo de combustível fóssil, quando comparado com um navio de carga tradicional, de porte idêntico. Através de quatro rotores eólicos de navegação, de forma cilíndrica, o veículo consegue manter um sistema secundário de propulsão, com recurso ao vento, que ajuda o motor a diesel nas deslocações do navio. «Com ventos favoráveis, os quatro cilindros podem substituir a energia convencial diesel na quase totalidade», sublinha ainda a Enercon. Não obstante, a empresa preferiu não comentar ao Ambiente Online qual o investimento feito no E-Ship 1 e no desenvolvimento tecnológico associado.

10/08/2010

Espanha quer parceria com Brasil na área de energia

Em visita ao Brasil, ministra Cristina Mendizaval propôs ações bilaterais no setor
O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, José Antonio Coimbra, recebeu a visita da ministra da Ciência e Inovação da Espanha, Cristina Garmendia Mendizaval. A ministra veio ao Brasil para apresentar e discutir o interesse da Espanha em investir nas ações bilaterais de desenvolvimento conjunto de projetos em energia.
Cristina Mendizaval afirmou que o governo espanhol está desenvolvendo políticas de eficiência energética, além de estudos sobre o uso de diferentes fontes de energia na construção civil, bem como o desenvolvimento da tecnologia de veículos elétricos.
Ainda segundo a ministra espanhola, a Espanha pode colaborar com o Brasil no desenvolvimento do parque eólico nacional, uma vez que o país europeu é uma grande produtor de energia eólica offshore. A executiva falou sobre a criação de um Centro Binacional, um projeto científico e tecnológico para a exploração de petróleo na Espanha, que teria a participação da Petrobras e da Repsol. Já o secretário-executivo José Antonio Coimbra falou sobre a participação da Espanha na expansão do sistema de transmissão de energia elétrica no país e do interesse do Brasil em ampliar os conhecimentos sobre energia eólica. O secretário apresentou as dificuldades do uso da energia eólica marinha e os desafios que o Brasil encontra na integração das usinas desta natureza no sistema integrado de energia existente no país.
Durante a reunião falou-se da possibilidade do contato dos espanhóis com o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), que poderia ser de grande colaboração para a política de eficiência energética. O assunto é de preocupação da Espanha, país que hoje tem o maior consumo de energia de toda a Europa.

23/07/2010

Impsa adquire guindaste para obras eólicas

Máquina, que custou 5 milhões de euros, é a primeira importada para o País

A Impsa anunciou nesta semana que adquiriu um modelo de guindaste com esteiras estreitas, ideal para a locomoção entre as bases das torres em um parque eólico. Segundo a companhia, a grua, que custou cinco milhões de euros, é a primeira do tipo importada para o Brasil.

O guindaste, de modelo CC 2800-1 NT, tem 600 toneladas e é equipado para garantir a capacidade de elevação de peças necessária para a montagem das turbinas eólicas. A máquina pode levantar 97,5 toneladas a até 138 metros.

Segundo a Impsa, a vantagem da grua é que ela pode se locomover pelos parques eólicos durante a montagem dos aerogeradores sem precisar ser desmontada, já que é mais estreita do que as máquinas comuns.

Fonte: Redação - Jornal da Energia

19/07/2010

EDP Renováveis inicia construção da segunda fase do primeiro parque eólico com helicópteros-grua na Espanha

Trata-se do primeiro parque eólico em Espanha e o segundo na Europa que utiliza um helicóptero para o transporte das pás para a construção de aerogeradores. A utilização deste sistema resulta numa significativa melhoria do impacto no meio ambiente.
A EDP Renováveis iniciou hoje a construção da segunda fase do seu Parque Eólico de Carondio, no limite municipal de Pola de Allande, nas Astúrias. A grande novidade reside no facto de este parque estar a ser construído com o transporte das pás dos aerogeradores a ser feito com helicópteros-grua, o que resulta num impacto muito menor no meio ambiente do que existia habitualmente com este transporte das pás a ser feito em caminhões até cada aerogerador. Trata-se do primeiro parque eólico em Espanha e o segundo na Europa que utiliza este inovador sistema na sua construção.
O transporte das pás está a ser feito em duas fases, sendo que a primeira teve lugar em Junho e a segunda a arrancar hoje. O transporte dos restantes elementos que compõem o parque (torres, naceles, etc.) será feito pela via terrestre habitual.
As pás são transportadas uma a uma desde a Campa de Navia, localidade situada a 23 Km do parque em linha recta. O helicóptero-grua, modelo Erickson S-64 e desenhado para o transporte de elementos significativamente pesados, é pilotado por peritos norte-americanos e, se as condições meteorológicas forem as mais adequadas, pode transportar 18 pás por dia.
As pás são o maior elemento de um aerogerador, uma vez que não podem ser desmontadas, pelo que o seu transporte é mais complicado. As futuras pás do Parque Eólico de Carondio irão medir 39 metros cada e serão compostas por fibra de vidro pre-impregnado de resina epoxi, com um peso de 6.500 kg cada.
Os aerogeradores instalados no parque são do modelo G80, da Gamesa, empresa fornecedora e encarregada da sua montagem.
O parque contará um total de 25 aerogeradores e, uma vez em fase de funcionamento, terá uma capacidade eólica instalada de 50 MW.
Graças a projeto como este, impulsionados pela EDP Renováveis, Espanha consolida-se como quarto operador mundial do sector eólico.
Sobre a EDP Renováveis
EDP Renováveis S.A. ("EDPR"), líder global no setor da energia renovável, desenha, desenvolve, gerencia e opera parques energéticos que geram eletricidade a partir de fontes renováveis de energia.
Com um plano de desenvolvimento bem sustentado, ativos de primeira classe e uma capacidade produtiva líder de mercado, a EDPR atingiu um nível de desenvolvimento sem precedentes nos últimos anos e está presente em dez mercados globais.
Energias de Portugal, S.A. ("EDP"), o acionista majoritário da EDPR, é uma empresa de utilidade pública de integração vertical sediada em Lisboa, Portugal. Através dos seus vários segmentos de negócio, a EDP detém importantes operações de eletricidade e gás na Europa, Brasil e nos Estados Unidos. Para mais informação, visite www.edprenovaveis.com.
Fonte: EDP

13/07/2010

Impossível não citar Paulo Ludmer.

Sugiro a leitura do brilhante artigo do não menos brilhante Paulo Ludmer para o Canal Energia (aqui) de 12/07/2010.
É revoltante constatar como a excessiva interferência do estado contamina nosso segmento e nos torna escravos das vontades de um ou outro governo/interesse.
Resumo minha opinião aos pontos abaixo:
  1. Os negócios em energia devem tratados por quem entende de energia. Ao estado cabe regular e dar condições para que cada iniciativa cresça de forma sustentável e lucrativa.
  2. Na condição de regulador, o estado pode dar condições para que nosso setor industrial possa crescer sob uma perspectiva clara de matriz energética e com infra-estrutura adequada ao crescimento. Na condição de planejador, o estado pode e deve vislumbrar as melhores alternativas de médio e longo prazo.
  3. O papel primordial do estado é dar saúde e educação igual para todos os brasileiros pois havendo igualdade de oportunidades haverão oportunidades de crescimento para todos.
Tenho confiança que um dia nossos líderes abrirão os olhos. E para isto devemos usar nosso melhor argumento: o voto consciente.