28/08/2009

Leilão de eólicas: parques poderão entregar garantias para ICGs após leilão

EPE estuda forma de contornar dificuldades dos geradores eólicos em cumprir com esse compromisso

Os parques eólicos que pretendem participar do leilão de energia eólica poderão entregar as garantias referentes à conexão, via Instalações Compartilhadas de Geração (ICGs), após o resultado do leilão específico para a fonte previsto para 25 de novembro. A informação é de Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, que estuda uma forma de contornar as dificuldades dos geradores eólicos em cumprir com esse compromisso.

No certame de biomassa, as usinas entregaram essa garantia antes do leilão, mas no caso das eólicas há dificuldade porque esses projetos só têm o certame para comercializar a energia. E essas garantias de ICGs não são devolvidas após a realização do leilão.

Apesar dessa questão, o executivo reafirmou que o preço da energia eólica deve ficar abaixo dos R$ 200 por MWh. "Isso vai aproximá-las das térmicas", comparou. Ele destacou ainda que uma das vantagens das eólicas, em relação as térmicas, é ter Custo Variável Unitário nulo, assim como as térmicas a biomassa.

Tolmasquim adiantou que a tendência dos leilões de energia de reserva é contratar energia apenas de fontes com CVU zero ou próximo disso. Tolmasquim confirmou que o governo está estudando a regularidade da contratação da energia eólica. "As eólicas podem significar o retardamento de despacho de térmicas a óleo", exemplificou a importância da fonte. Ele estimou também que o potencial eólico do país deve ser no mínimo o dobro dos 143 GW estimados atualmente, devido ao avanço tecnológico.

Fonte: Alexandre Canazio - Agência CanalEnergia - 27/08/2009

27/08/2009

Preço-teto do leilão de eólica será menor de R$200 por MWh, garante EPE

Presidente da EPE dá pistas de quanto será a tarifa do leilão

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, falou nesta quinta-feira (27/08) pela primeira vez que o preço inicial do leilão de eólica ficará abaixo dos R$200 por MWh. "O Proinfa hoje está com uma tarifa atualizada de R$250, mas para o leilão deste ano, o preço vai ser menor que R$200", afirmou, após participar do leilão A-3 de energia nova, que aconteceu, em São Paulo.

O certame específico da fonte, marcado para o dia 25 de novembro, recebeu cadastro de 441 projetos, totalizando 13.341MW de potência instalada. Para Tolmasquim, a sobra de 3.325MW médios de energia em 2012, ano em que as eólicas deverão começar a operar, não preocupa. "Estamos com excedente a partir de 2012, mas a eólica é estratégica para o País, que tem um enorme potencial", avaliou.

Para ele, esta licitação vai ajudar a reduzir os custos de implantação deste tipo de empreendimento no Brasil e ajudar a preservar o nível dos reservatórios das hidrelétricas. "As eólicas do Nordeste têm uma grande complementariedade com a fonte hídrica", explica.

A questão que envolve a forma de conexão dos parques geradores ao Sistema Interligado Nacional (SIN) é muito importante para que o investidor consiga saber se seu projeto será ou não viabilizado. Esta matéria está sendo trabalhada por um grupo da EPE. Tolmasquim contou que para dar mais tempo a este planejamento da localização das subestações coletoras, também conhecidas por ICGs, está sendo estudado permitir ao empreendedores depositar as garantias financeiras depois da realização do leilão.

Fonte: Milton Leal - Jornal da Energia (www.jornaldaenergia.com.br) - 27/08/2009

25/08/2009

Comissão quer votar marco para renováveis antes da COP-15

Presidente da comissão de energia renováveis da Câmara diz que relatório recebeu 88 propostas de emendas.

A Comissão Especial de Energias Renováveis da Câmara dos Deputados tem como meta votar o marco legal para as fontes alternativas de energia até a realização da 15ª Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (COP-15), que ocorrerá em Copenhagen, na Dinamarca, no dia 7 de dezembro deste ano. A reunião deverá firmar as bases de um novo acordo climático mundial, que substituirá o Protocolo de Kyoto.

De acordo com o presidente da comissão, deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), o relatório recebeu 88 propostas de emendas. O relator da comissão, deputado Fernando Ferro (PT-PE) vai analisar as contribuições e constituir um substitutivo à primeira proposta, que então será votado pela comissão e será encaminhado para o plenário da casa. A expectativa é que o novo relatório seja votado pela comissão em duas semanas.

Loures afirmou que já costurou acordo com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) para que a matéria seja votada antes da reunião do clima. Após aprovada, a proposta seguirá para o Senado. "Estamos trabalhando para que o projeto de lei seja dispensado das comissões do Senado e seja votado somente no plenário", disse o presidente da comissão.

Ainda segundo ele, o grande volume de emendas são referentes às fontes solar e eólica. No atual relatório, a ideia é promover leilões anuais nos próximos 10 anos para as fontes. "Precisamos de uma diretriz de longo prazo para estimular as indústrias e os investidores", opina Loures.

Outro ponto do projeto de lei diz respeito a uma possibilidade de financiar o desenvolvimento das renováveis no Brasil com parte dos recursos arrecadas com os royalties do pré-sal. "Este é um dos pontos que vai provavelmente ser aprovado por unanimidade", assegura. A microgeração também será incentivada pelo projeto.

Fonte: Milton Leal - Jornal da Energia - 24/08/2009

União Europeia quer fechar 2009 com 8,6GW de nova capacidade eólica

Potência instalada no ano deve ser 1% maior do que a registrada em 2008 Os países da União Europeia esperam terminar o ano com 73,5GW de capacidade instalada em energia eólica, frente aos 64,9GW instalados até 2008. No ano passado, a região havia registrado 8,4GW em novas usinas da fonte. Em 2009, o número deve fechar em 8,6GW, segundo estimativas da Associação Europeia de Energia Eólica (EWEA, na sigla em inglês). A EWEA afirmou em nota que os resultados são surpreendentes devido aos efeitos da crise financeira mundial que ainda influem negativamente no setor. Segundo a associação, o ano de 2010 deve marcar o teste da energia eólica frente à recessão econômica. A EWEA afirma ainda que espera providências dos governos europeus para que os bancos possam oferecer financiamento para os projetos da área. Fonte: Jornal da Energia - 24/08/2009

24/08/2009

Contratar mais de 1.000MW no leilão eólico é um risco grande, diz Hubner

Diretor-geral da Aneel afirma que não tem sentido importar equipamentos A pouco mais de três meses da realização do primeiro leilão de energia eólica do Brasil, o Ministério de Minas e Energia (MME) ainda trabalha para calcular dois importantes números do processo licitatório: a quantidade de energia que será contratada e o preço-teto do MWh que será gerado pelas usinas.
Dos 441 projetos cadastrados junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que somam 13.341MW de potência instalada, uma boa parte não deverá ser contratada. O diretor de desenvolvimento energético do MME, Hamilton Moss, disse que a pasta ainda não definiu o preço inicial do leilão nem o montante que será contratado. “Ainda estamos trabalhando. Mas é mais ou menos esse número que está na boca do povo”, afirmou. De acordo com agentes e especialistas, o MME trabalha com a intenção de licitar cerca de 1.000MW a preços na casa dos R$200 por MWh.
Para o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, que já foi ministro do MME, leiloar mais de 1.000MW seria muito risco. “Eu não contrataria, acho muito arriscado. Não tem sentido ficar importando os equipamentos. Temos que trazer a eólica para o Brasil. O certo é irmos aos poucos. Contrata um pouco agora, no ano que vem repete a dose e vamos ampliando”, afirmou, após participar da abertura do 4º Congresso Internacional de Bioenergia, realizado em Curitiba.
Para Hubner, o risco associado à contratação de uma grande quantidade de projetos decorre do que ele chama de insucesso do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa), que no setor eólico apresentou vários problemas e atrasos.
Fonte: Milton Leal - Jornal da Energia - 20/08/2009

19/08/2009

Cinco razões para agir

Recomendo o vídeo muito interessante do link abaixo: http://www.windpowerworks.net/pass_it_on/start_generating_the_power_of_change/five_reasons_to_act.html Energia Eólica: Cinco razões para agira agora: 1. A Energia eólica é limpa, sua viabilidade está comprovada e está disponível em quase toda o planeta; 2. A energia eólica faz parte do mix de enegético de 70 países; 3. Centrais de Geração a partir de Energia eólica podem ser implantadas em larga escala em uma questão de meses; 4. A energia eólica evitará a emissão 10 bilhões de toneladas de CO2 até 2020; 5. Precisamos desenvolver a tecnologia eólica como forma de contribuir no esforço para evitar as mudanças climáticas. A energia eólica é uma realidade... passe isto adiante! Nossos líderes devem conhecer estess fatos. devemos agir agora.

Traduzido de: http://www.windpoweroworks.net/