01/02/2011

Impsa fecha contrato eólico de R$600 milhões com a Chesf

Companhia vai fornecer turbinas para usina na Bahia - que será a maior do País
A argentina Impsa anunciou a assinatura de um contrato de R$600 milhões com a Eletrobras Chesf. O acordo envolve o fornecimento de aerogeradores para o parque eólico que a estatal construirá em Casa Nova, na Bahia. Com previsão de entrada em funcionamento até 2012, a usina contará com 120 turbinas e somará uma capacidade instalada de 180MW. Quando em operação, o parque será o maior do País - recorde que atualmente pertence a Osório, no Rio Grande do Sul, com 150MW.
O diretor de Engenharia da Chesf, José Ailton de Lima, comemora o acerto do negócio. “Esse projeto é importante para a Chesf. Não só marca a nossa entrada no setor de energia eólica, como também a força de ser o maior parque do país, um parque que será apenas da Chesf”. A estatal ainda garante que utilizará mão-de-obra e matéria prima 100% local.
O contrato é fruto do leilão de energia realizado em 2010, no qual a Chesf alcançou resultado positivo junto com a Impsa que já havia sido selecionada como fornecedora dos equipamentos. “Estudamos o projeto e conseguimos desenvolver soluções para potencializar resultados e reduzir custos”, explica Paulo Ferreira, diretor comercial da Impsa Wind no Brasil.
Para o projeto, a IMPSA produzirá 120 aerogeradores de 1,5 MW cada, todos produzidos na planta da WPE em Pernambuco. As máquinas possuem rotor de 82 metros de diâmetro e cada torre tem 100 metros de altura do eixo do rotor.


Comentário do Autor: O contrato com a CHESF inclui também a DOISA Engenharia, empresa responsável pela infraestrutura civil do complexo eólico(vias de acesso, plataformas de montagem, edificações, canteiro de obras, etc...)

27/01/2011

Gamesa vai inaugurar fábrica de aerogeradores na Bahia em maio

Companhia prevê faturamento de R$100 milhões em 2011; primeiras máquinas devem ser entregues até dezembro
A fabricante espanhola de aerogeradores Gamesa confirmou para maio a inauguração daquela que será a primeira fábrica do tipo da Bahia. A unidade, que está sendo implantada no Polo Industrial de Camaçari, tem investimento inicial de R$ 50 milhões. Segundo a empresa, a planta vai gerar, em sua primeira fase, 60 postos de trabalhos diretos, com mão-de-obra 100% local. 
A empresa também garante que 40% dos componente das turbinas eólicas , que passarão a ser fabricadas ainda em 2011, serão nacionais, impulsionando a economia baiana. “Para 2013 podemos garantir aos nossos cliente um mínimo de 60% de nacionalização de nossos equipamentos”, afirma o diretor da Gamesa, Álvaro Carrascosa. 
Antes mesmo da inauguração da sede baiana, a Gamesa já firmou alguns compromissos. O primeiro, que deve ser entregue até dezembro, envolve 21 máquinas, somando 42MW em capacidade, para o parque eólico Dunas do Paracuru, no Ceará. 
A empresa lembra que iniciou as obras em dezembro de 2010 - uma semana após a assinatura de protocolo de intenção com o governo da Bahia. Segundo a Gamesa, o faturamento previsto para 2011 é de cerca de R$ 100 milhões.

Estados Unidos estabelecem meta de chegar a 2035 com matriz 80% limpa

Em discurso, Obama promete cortar incentivos a petróleo para estimular fontes limpas de energia no país
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comprometeu seu país com uma ousada meta: chegar a 2035 com 80% de sua energia elétrica proveniente de fontes limpas. O objetivo foi revelado em discurso proferido na noite desta terça-feira (25/1). Obama destacou a importância dos investimentos em novas tecnologias e inovação na área e chegou a afirmar que o governo vai "financiar os projetos Apollo de nosso tempo" - em referência à missão que levou o homem à Lua. 
"Nós precisamos ir atrás dessa inovação. E, para ajudar a pagar por isso, estou pedindo ao Congresso que elimine os milhões de dólares dos contribuintes que atualmente direcionamos às empresas de petróleo", adiantou o presidente americano. Obama afirmou que as empresas do setor "estão indo muito bem por conta própria". "Ao invés de subsidiar a energia de ontem, vamos investir na de amanhã", destacou.
No discurso, Obama argumentou que "os avanços em energia limpa só virarão empregos na área quando os investidores souberem que haverá um mercado para o que eles estão vendendo". Com isso, o presidente justificou a adoção do objetivo de ter 80% de energia gerada por fontes não poluentes.
"Alguns querem energia eólica e solar. Outros querem nuclear, carvão limpo e gás natural. Para alcançar essa meta, nós vamos precisar de todas elas - e eu peço a democratas e republicanos que trabalhem juntos para fazer isso acontecer", pediu o presidente.

24/01/2011

Grupo lança selo de energia eólica para produtos

Etiqueta vai diferenciar empresas que usam energia dos ventos na produção das mercadorias 
O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira (18/1), durante encontro em Abu Dabhi, o lançamento do selo WindMade - criado para identificar produtos fabricados com o uso de energia eólica. A medida é resultado de uma parceria entre a entidade, a organização ambientalista WWF, a fornecedora de aerogeradores Vestas e outras empresas. 
A etiqueta é a primeria iniciativa global nesse sentido e tem como objetivo oferecer ao consumidor o poder de escolha por um produto ambientalmente sustentável. O secretário geral do GWC, Steve Sawyer, afirma que a ideia é atender a uma demanda dos próprios consumidores que queiram fazer algo contra a mudança climática. 
De acordo com um comunicado emitido após o lançamento, os promotores da iniciativa realizaram uma pesquisa de mercado antes de tornar realidade o selo. Os resultados teriam apontado que 92% dos entrevistados acreditam que as fontes renováveis de energia são uma boa solução para reduzir os efeitos da mudança climática. Segundo os responsáveis pela WindMade, a maioria também garantiu que, caso pudesse escolher, daria preferência a produtos feitos com energia eólica, "mesmo que custem um pouco mais".  
"Queremos construir uma ponte para a energia limpa entre os consumidores e as empresas responsáveis e dar ao consumidor a opção de escolher produtos mais sustentáveis", explica o presidente da Vestas, Ditlev Engel. O executivo ainda diz que espera que mais companhias se juntem à iniciativa. 
Segundo os promotores da etiqueta, um grupo técnico de especialistas está elaborando o que será o proceesso de certificação para se obter o selo. A iniciativa será apresentada com mais detalhes em uma reunião durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, em junho.

Sulzon assina contrato para fornecer 218MW em turbinas eólicas no Brasil

Companhia vai montar e operar projetos da Martifer no Ceará e no Rio Grande do Norte

A indiana Suzlon anunciou nesta sexta-feira (21/1) que recebeu uma encomenda para fornecer 218MW em aerogeradores para parques de geração de energia eólica no Brasil. O negócio foi acertado com a Martifer Renováveis e envolve a implantação, operação e manutenção de usinas nos Estados do Ceará e do Rio Grande do Sul. Serão 104 máquinas do modelo S88, com 2,1MW de potência cada. 
De acordo com o cronograma, o projeto será comissionado em fases até junho de 2012. A Suzlon destaca que a adição de 218 MW irá aumentar a presença da companhia indiana no Brasil para um total de 600 MW instalados - montante equivalente a mais da metade da capacidade eólica instalada no País. 
A Martifer atua em 16 países e conta conta com mais de 4 mil funcionários para o desenvolvimento e operação de projetos de energia renovável. A companhia conta com 18 usinas em operação no mundo e conta com uma carteira de mais de 4.000MW em projetos de energia eólica e solar para países como Portugal, Estados Unidos, Alemanha, Brasil e Polônia. 
O CEO da Martifer Renováveis Brasil, Armando Abreu, mostra-se otimista com a nova parceria fechada com os indicanos. "A Suzlon, além de líder no Brasil, possui vasta experiência no mercado de energia eólica em economias emergentes. Estamos confiantes de que a Suzlon é a parceira certa para nós. Esperamos um relacionamento longo e gratificante para ambas as companhias.” 
Fonte: Jornal da Energia

19/01/2011

Omega Energia fecha a compra de 270MW em projetos de PCHs da Ecopart

Companhia também criará com a Ecopart uma holding voltada para explorar energia eólica
A Omega Energia fechou acordo para a compra do porfólio de projetos de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) da Ecopart. A carteira, que inclui projetos em diferentes estágios de maturação - desde usinas em fase de estudos iniciais de inventário até aquelas em fase final de licenciamento ambiental - soma 270MW em capacidade instalada. Com a aquisição, a Omega passa a possuir mais de 1.000MW em projetos de pequenas hidrelétricas.
Na mesma transação, Omega e Ecopart fecharam a constituição de uma holding destinada ao desenvolvimento de empreendimentos para a geração de energia eólica. Os projetos já existentes nas carteiras das companhias têm uma capacidade potencial combinada superior a 3.000MW, com projeção de construção de parques nas regiões Sul e Nordeste.
Antonio Augusto Bastos Filho, CEO da Omega Energia, destaca a grande sinergia entre a geração de fontes hidráulica e eólica como uma das razões para o investimento da empresa. Ele acredita que a construção de algumas das usinas eólicas em estudo pode começar já em 2011. "Temos alguns projetos com licença de instalação (LI) no portfólio e estamos trabalhando na estruturação da implantação dessas usinas". Segundo Bastos, os parques poderão ser viabilizados tanto com a venda de energia em leilões do governo quanto para consumidores livres, ainda neste ano.
O CEO da Omega destaca o ingresso da companhia na geração eólica, mas ressalta que o foco vai continuar na geração hidrelétrica. "Além de nosso já extenso portfólio de PCHs em estudo, que cresce com essa aquisição, temos conduzido estudos de viabilidade de centrais hidrelétricas sustentáveis de maior porte, entre 50MW e 200MW que queremos levar a leilão nos próximos anos", revela o executivo.
A Omega, criada em janeiro de 2008 pela Tarpon Investimentos e pela Winbros, recebeu em outubro do ano passado um aporte de R$350 milhões e a entrada de um novo sócio no negócio, o fundo americano Warburg Pincus.
Fonte: Jornal da Energia