20/07/2010

Aneel volta a adiar votação do edital de leilões de reserva e A-3

Preço-teto ainda não foi definido e certame pode ser adiado novamente.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) voltou a retirar da pauta de sua reunião de diretoria a aprovação dos editais dos leilões de reserva e de fontes renováveis, o A-3. Os certames, que vão contratar energia de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), parques eólicos e usinas a bimoassa, estão previstos para 25 e 26 de agosto, mas, agora, podem terminar sendo adiados novamente.
Segundo os diretores da agência, Julião Coelho e Edvaldo Santana, a discussão foi postergada devido à falta de definição do preço-teto para a energia a ser ofertada nas licitações. Os diretores afirmaram que os editais podem voltar à pauta com a programação de reunião extraordinária da diretoria do órgão regulador ou na próxima semana, em reunião ordinária.
Caso não seja marcada uma reunião extraordinária, os certames devem ser adiados. Isso porque os editais precisam ser aprovados com uma antecedência de no mínimo 30 dias em relação à data dos leilões. Fonte: Luciano Costa - Jornal da Energia

Vestas inaugura escritório no Chile

Unidade marca a expansão da empresa no país sul-americano
A Vestas, empresa multinacional que atua na área de geração de energia eólica, anunciou na última semana a abertura de um escritório no Chile, onde serão realizadas atividades de vendas e instalação de aerogeradores e a manutenção de parques eólicos no país.
Segundo a companhia, um dos motivos que norteou a decisão de se instalar no país foram os recursos eólicos apresentados. A Vestas afirma que o Chile possui grande potencial para o desenvolvimento da energia eólica, o que pode ajudar o país a reduzir sua dependência das importações de energia.
Em 2009, o país instalou 140 MW em novos parques eólicos. Até o final do mesmo ano, a Vestas já havia gerado cerca de 115 MW para o mercado chileno. O país ainda tem planos de chegar a 2020 com 20% de sua energia proveniente de fontes renováveis.
Juan Araluce, presidente da Vestas Mediterrâneo, explica que "o estabelecimento da empresa no Chile é parte da estratégia de expansão dos negócios e presença na América Latina". Além disso, complementa, "a empresa estará empenhada em apoiar o governo do Chile para alcançar metas de energia renovável, através do desenvolvimento da energia eólica no país ".

19/07/2010

EDP Renováveis inicia construção da segunda fase do primeiro parque eólico com helicópteros-grua na Espanha

Trata-se do primeiro parque eólico em Espanha e o segundo na Europa que utiliza um helicóptero para o transporte das pás para a construção de aerogeradores. A utilização deste sistema resulta numa significativa melhoria do impacto no meio ambiente.
A EDP Renováveis iniciou hoje a construção da segunda fase do seu Parque Eólico de Carondio, no limite municipal de Pola de Allande, nas Astúrias. A grande novidade reside no facto de este parque estar a ser construído com o transporte das pás dos aerogeradores a ser feito com helicópteros-grua, o que resulta num impacto muito menor no meio ambiente do que existia habitualmente com este transporte das pás a ser feito em caminhões até cada aerogerador. Trata-se do primeiro parque eólico em Espanha e o segundo na Europa que utiliza este inovador sistema na sua construção.
O transporte das pás está a ser feito em duas fases, sendo que a primeira teve lugar em Junho e a segunda a arrancar hoje. O transporte dos restantes elementos que compõem o parque (torres, naceles, etc.) será feito pela via terrestre habitual.
As pás são transportadas uma a uma desde a Campa de Navia, localidade situada a 23 Km do parque em linha recta. O helicóptero-grua, modelo Erickson S-64 e desenhado para o transporte de elementos significativamente pesados, é pilotado por peritos norte-americanos e, se as condições meteorológicas forem as mais adequadas, pode transportar 18 pás por dia.
As pás são o maior elemento de um aerogerador, uma vez que não podem ser desmontadas, pelo que o seu transporte é mais complicado. As futuras pás do Parque Eólico de Carondio irão medir 39 metros cada e serão compostas por fibra de vidro pre-impregnado de resina epoxi, com um peso de 6.500 kg cada.
Os aerogeradores instalados no parque são do modelo G80, da Gamesa, empresa fornecedora e encarregada da sua montagem.
O parque contará um total de 25 aerogeradores e, uma vez em fase de funcionamento, terá uma capacidade eólica instalada de 50 MW.
Graças a projeto como este, impulsionados pela EDP Renováveis, Espanha consolida-se como quarto operador mundial do sector eólico.
Sobre a EDP Renováveis
EDP Renováveis S.A. ("EDPR"), líder global no setor da energia renovável, desenha, desenvolve, gerencia e opera parques energéticos que geram eletricidade a partir de fontes renováveis de energia.
Com um plano de desenvolvimento bem sustentado, ativos de primeira classe e uma capacidade produtiva líder de mercado, a EDPR atingiu um nível de desenvolvimento sem precedentes nos últimos anos e está presente em dez mercados globais.
Energias de Portugal, S.A. ("EDP"), o acionista majoritário da EDPR, é uma empresa de utilidade pública de integração vertical sediada em Lisboa, Portugal. Através dos seus vários segmentos de negócio, a EDP detém importantes operações de eletricidade e gás na Europa, Brasil e nos Estados Unidos. Para mais informação, visite www.edprenovaveis.com.
Fonte: EDP

18/07/2010

Petrobras recebe licença de instalação para parque eólico no RN

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras afirmou na noite desta sexta-feira que recebeu licenças de instalação para o início das obras dos Parques Eólicos de Mangue Seco, no município de Guamaré, no Rio Grande do Norte.
Com as licenças, concedidas pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), "a companhia mantém a expectativa de entrada em operação de quatro usinas em setembro de 2011", disse a estatal em comunicado.
Os parques eólicos são formados pelas usinas Mangue Seco 1, 2, 3 e 4 que serão construídas no entorno da Refinaria Clara Camarão. Cada usina terá 13 turbinas e 26 megawatts de capacidade instalada, totalizando uma capacidade instalada de 104 megawatts em todos os parques.
Segundo a Petrobras, o sistema de transmissão de cada unidade será constituído de uma subestação elevadora de 34,5/138 kilovolts e de uma linha de transmissão de 138 kilovolts.
"Os contratos de venda de energia para estes parques geradores foram ofertados no primeiro leilão de energia eólica, realizado em dezembro de 2009, e são válidos por 20 anos", disse a estatal.
A usina Mangue Seco 1 será construída em parceria da Petrobras com a Alubar Energia, a de Mangue Seco 2, em parceria com a Eletrobras, e as usinas Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4, em parceria com a Wobben WindPower.

16/07/2010

Governo adia leilão A-3 e de fontes alternativas

Certames ficam para dias 25 e 26 de agosto.
O Ministério de Minas e Energia adiou o leilão de fontes alternativas e o A-3, que estavam previstos para 15 e 16 de agosto. Após pedir para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) retirar de pauta a votação do edital dos certames, o ministério publicou na edição desta sexta-feira (16/07) do Diário Oficial da União uma portaria que marca as licitações para os dias 25 e 26 de agosto.
Assim, o leilão de reserva fica para os dias 25 e 26, enquanto o leilão de fontes alternativas, que visa atender a demanda das distribuidoras de energia para 2013, acontece no dia 26. Os certames irão contratar a produção de usinas eólicas, a biomassa e PCHs.

15/07/2010

Gamesa, GE e Siemens estudam fábricas na Bahia

Aparentemente, o foco dos negócios eólicos está se voltando para Bahia. Depois de arrematar 390 MW em projetos no leilão de 2009, três grandes players do mercado de aerogeradores tem interessem em construir na Bahia a sua base de operações.
A Gamesa já teve sede na Bahia e em Pernambuco tendo realizado desenvolvimento de vários parques no nordeste e na região Sul. A General Electric já possui carteira projetos no estado e no Rio Gande também estuda formar. A Siemens, cuja base de operações no Brasil está localizada em São Paulo também tem interesse no estado. Além destes três a Alstom já havia divulgado que tem entedimentos para se instalar na Bahia (divulgado no fórum baiano de energia em 2009).
Tudo indica que o atrativo da Bahia é maior que dos demais estados com alto potencial eólico. Além de ter seu próprio potencial de geração eólica, conta com infra-estrutura e incentivos melhores. Segundo James Correia, secretário de Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, o estado conta com incentivos tais como diferimento no ICMS, licenciamento ambiental simplificado, projetos de capacitação de mão-de-obra, além do já tradicional fornecimento de terrenos para a instalação das fábricas.
Com relação ao potencial eólico, a Bahia conta com quase 9 mil MW em novos projetos, praticamente 20% do potencial eólico do estado que é de 45 mil MW. Este valor é imponente uma vez que há muitas quebras em relação ao potencial eólico total por questões ambientais, áreas inacessíveis ou ocupadas por outras atividades, etc...
A constatação de tamanho interesse no estado da Bahia é um indicativo da necessidade de os estados concentrarem mais esforços na infra-estrutura. Caso se concretizem até duas fábricas baianas, Ceará, Pernambuco e Rio Grade do Norte terão ficado para trás. Boa oportunidade para refletir sobre a possibilidade de uma ação mais coordenada entre os estados para garantir condições ideais aos empreendedores e também geração de empregos distribuída entre os estados.
Com informações da EPE e Rodrigo Polito do Portal Energia Hoje.