23/10/2009

Integra da Portaria No 408, DE 21 DE OUTUBRO DE 2009.

PORTARIA No 408, DE 21 DE OUTUBRO DE 2009.
O MINISTRO DE ESTADO DE MINAS E ENERGIA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, incisos II e IV, da Constituição, tendo em vista o disposto nos arts. 19 e 20 do Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004, e no art. 1º do Decreto nº 6.353, de 16 de janeiro de 2008, resolve: Art. 1º O § 4o do art. 5o da Portaria MME no 21, de 18 de janeiro de 2008, passa a vigorar com a seguinte redação: "§ 4o ................................................................................................................................... a) nos incisos IX e X do § 3o, desde que sejam protocolados na EPE em até quarenta e cinco dias antes da data de realização do Leilão correspondente; b) no inciso XI do § 3o, desde que sejam protocolados na EPE em até trinta e cinco dias antes da data de realização do Leilão correspondente; e c) no inciso XII do § 3o, desde que sejam protocolados na EPE em até trinta e cinco dias antes da data de realização do Leilão correspondente, sendo necessária a apresentação do protocolo de pedido de licenciamento do empreendimento, junto ao órgão ambiental competente, no momento da solicitação de Cadastro." (NR) Art. 2º O inciso II do art. 1º da Portaria MME nº 147, de 30 de março de 2009, passa a vigorar com a seguinte redação: "II - Leilão para Contratação de Energia de Reserva, de que tratam os arts. 3º e 3º A da Lei nº 10.848, de 15 de março de 2004, específico para contratação de energia elétrica proveniente de fonte eólica, a ser realizado em 14 de dezembro de 2009." (NR) Art. 3º O art. 7º da Portaria MME nº 211, de 28 de maio de 2009, passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: "Parágrafo único. As certificações de medições anemométricas emitidas no mês outubro deverão ser protocoladas, na EPE, impreterivelmente até o dia 5 de novembro de 2009." (NR) Art. 4º O art. 1º da Portaria MME nº 345, de 18 de setembro de 2009, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 1º A Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL deverá promover, direta ou indiretamente, Leilão de Compra de Energia Elétrica Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração, denominado "A-5", a ser realizado em 18 de dezembro de 2009." (NR) Art. 5º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. EDISON LOBÃO Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 23.10.2009.
Fonte: MME 22/10/2009 via Abeeólica

22/10/2009

Leilão de energia eólica é adiado para 14 de dezembro; A-5 também sofre alteração

Mais da metade dos investidores do certame de eólicas entregou medição de ventos à EPE no mesmo dia, o que inviabilizou análise técnica dos documentos. Fonte: Jornal da Energia 22/10/2009 Nota: Como indicado pelo Tolmasquim e na postagem anterior.

21/10/2009

MME mantém leilão de eólica

O Ministério de Minas e Energia (MME) negou nesta sexta-feira (16/10) que o leilão de eólicas, previsto para 25 de novembro, seja adiado para dezembro como informou o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim. De acordo com o ministério, a data está mantida e não há sinalização de postergação.
Tolmasquim argumenta, no entanto, que a demora dos investidores em conseguir a licença ambiental e o atestado de medição de ventos deverá alterar a data da concorrência. O executivo argumenta que a empresa precisará de mais tempo para analisar todos os documentos dos empreendimentos.
Por conta da divergência entre EPE e MME, ainda não se sabe para quando pode ser remarcada a licitação. A nova data deverá ser publicada em portaria no Diário Oficial da União. "Só se houver uma enxurrada de documenos nos próximos dias não precisaremos adiar o leilão", disse Tolmasquim durante o II Fórum Abeeólica, no Rio de Janeiro. O presidente da EPE não soube dizer quantos dos 441 projetos inscritos (mais de 13 mil MW) já entregaram os documentos. Segundo ele, porém, "são muitos poucos os que já entregaram".

Fonte: Clipping Energia Global (http://www.energiaglobal.com.br/) - 20/10/2009 Nota Pessoal: Se depender de análise da documentação do leilão por parte da EPE, o adiamento deve acontecer pois os empreendedores vão aproveitar até o último instante o tempo que tem para preparar sua documentação.

20/10/2009

Leilão de Eólicas previsto para 14 de Dezembro.

O leilão de eólicas será adiado de 25 de novembro para até 14 de dezembro.
Foi o que informou o presidente da EPE durante o evento promovido pela ABEEólica e Canal Energia (II Fórum Abeeólica/CanalEnergia - Competitividade e Formação de Preços para o Leilão de Eólica) realizado na sexta-feira dia 16. Segundo ele, a empresa não terá condição de analisar o volume de documentação de medição de ventos a ser apresentada até o dia 03 de novembro pelos empreendedores cadastrados.
Com informações de Egídio Serpa - Diário do Nordeste - 19/10/2009.

16/10/2009

Leilão de Energia Eólica deve adiar para Dezembro

É o que declarou ontem o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim. Depende do Ministério das Minas e Energia emitir uma portaria com a nova data.

Tudo leva a crer que o adiamento aconteça pois empreendedores, MME, ANEEL e EPE temem que muitos projetos não se habilitem por decisão própria do empreendedor(não apresentando garantias) ou por não apresentar certificações de vento, o que seria considerado um fracasso nesta etapa inicial.

O adiamento é bom para ambas as partes(governo e empreendedores) pois ambas desejam o sucesso deste leilão(que seja o primeiro de muitos). Depois do último leilão (biomassa e PCH´s) em que foram negociados pouco mais de 10 MW médios, o leilão de eólica merece um números mais robustos para reforçar o compromisso brasileiro com as energias renováveis.

Com informações do Canal Energia, Agência Estado e Jornal da Energia.

14/10/2009

Indústria cearense que produz na Ásia tem economia de 30%

Setores da indústria cearense seguem tendência mundial e preferem produzir na China e na Índia para depois vender ao mercado brasileiro

As indústrias cearenses adotaram a Índia e a China como parceiras de produção. Com encargos trabalhistas e fiscais bem abaixo do que os cobrados no Brasil, empresários do Ceará resolveram terceirizar a produção nos países asiáticos. Os produtos vindos da Índia e da China entram no Brasil custando de 25% a 30% do preço praticado por aqui. E mais, com prazos de financiamento que chegam há 180 dias. Os setores que mais importam são os da construção civil, destacando-se ferramentas para geração de energia eólica, e confecção. Para se ter uma ideia, a indústria do Ceará trouxe, de janeiro a agosto de 2009, US$ 137.115 milhões em produtos fabricados na Índia e outros US$ 124.912 milhões na China. Bem atrás, em terceiro, aparece a Argentina, com US$ 68.928 milhões exportados para o Estado. O setor eólico lidera com folga as importações no Ceará. Somente a Suzlon Energia Eólica Brasil Ltda, gastou US$ 119.330 milhões com compras no Exterior. Em segundo lugar ficou a Aço Cearense Industrial Ltda, que movimentou US$ 116.611 milhões. O superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN), Eduardo Bezerra Neto, informou que a compra de geradores para torres de energia eólica é a responsável por grande parte destas importações. ``O Ceará e o Rio Grande do Norte são os estados com melhores condições de vento, isso atrai investimentos. Temos como produzir por aqui os geradores, mas acredito que não em menos de um ano``, antecipou e disse que existem dois projetos para a implantação de fábricas no Ceará. As pás e as torres dos cataventos que produzem a energia eólica já são feitas em terras cearenses, mas segundo Bezerra ainda não basta. Diversificação Outros bons exemplos da entrada indiana e chinesa no Ceará são os artigos de porcelana. O metro do porcelanato custa no Brasil R$ 110, em média, já os chineses vendem o mesmo metro por R$ 33. Segundo o membro do Conselho de Política Econômica do CIN, Fernando Castelo Branco, a terceirização empregada pelas empresas cearenses é uma tendência mundial. ``Acontece em todos os países. A Índia e a China estão invadindo o mundo com seus produtos, mesmo que na etiqueta estejam marcas não asiáticas``, explicou. A maior vantagem é mesmo a redução de custos. ``Principalmente na mão de obra e dos encargos trabalhistas, que por lá são irrisórios``, afirmou Castelo Branco. Para ele, o problema é que a cada etapa da cadeia produtiva no Brasil maior é a carga tributária. ``Se a produção tiver apenas duas fases com certeza os impostos seriam menores. O produto feito aqui, com todos os encargos e tributos, recebe o reflexo no custo``, avaliou e completa. ``Os incentivos deveriam ser levados para o setor produtivo também e não apenas para os exportadores``, disse.

Fonte: Carlos Henrique Coelho chenrique@opovo.com.br - O Povo Online 13/10/2009